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Embrapa representou o Brasil em workshop do G20 sobre desperdício de alimentos

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Países e organismos internacionais defendem coalizões público-privadas para enfrentar despedício e insegurança alimentar

A Embrapa representou o Brasil no workshop virtual do G20, liderado pela Indonésia, nos dias 21 e 22 de junho. O grupo, formado pelas 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia, elegeu como tema prioritário para o evento este ano a necessidade premente de reduzir o desperdício de alimentos frente à insegurança alimentar crescente, desafios climáticos, conflitos e pandemia. Para isso, os cerca de 90 participantes dos países e organismos internacionais compartilharam experiências e discutiram  estratégias robustas de enfrentamento por meio de coalizões público-pirvadas.

O analista da Embrapa Alimentos e Territórios (AL) Gustavo Porpino, que atua como ponto focal do Brasil na coalizão global e representou a Empresa no evento, afirma que há muitas oportunidades para os países captarem recursos para projetos de quantificação das perdas e do desperdício de alimentos e delineamento de planos de ação. “Um ponto crítico para países como o Brasil é rever a governança da agenda que lida com alimentos como um todo. Precisamos de estratégias multidisciplinares com envolvimento de stakeholders do campo à mesa. Há iniciativas positivas em curso, por exemplo, na Inglaterra, África do Sul, Austrália e também na nossa vizinha Argentina”, comenta.

Em sua palestra no workshop do G20,  além de abordar dados sobre desperdício no varejo e consumo, Gustavo destacou tecnologias da Embrapa que contribuem para a redução do desperdício de alimentos, abordou o incremento das interações entre Embrapa, empreendedores e investidores em desafios de inovação aberta e citou algumas startups brasileiras e programas nacionais que atuam com foco no ODS 12.3 (redução de perdas e desperdício de alimentos). “Há muita capacidade técnica no Brasil para fortalecer o enfrentamento ao desperdício e diversas ações em curso, tanto em diferentes níveis de governo quanto em ONGs. Um desafio que permanece é conduzir mais pesquisas para delinear políticas públicas baseadas em dados robustos”, enfatizou.

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Para Maximo Torero, economista-chefe da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), os países ganham em três frentes ao atuar para a redução das perdas e desperdício de alimentos: ampliam a oferta de alimentos; reduzem o uso dos recursos naturais necessários para a produção e distribuição; e mitigam as emissões de gases de efeito estufa. “É uma agenda alinhada com vários Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e, dada toda a importância, lançamos a coalizão global Food is never waste. Os países precisam se envolver na coleta de dados nacionais para o delineamento de ações concretas”, salientou.

A diretora da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA), Nena Shaw, comentou que algumas tecnologias da Embrapa e parceiros, tais como a nanoemulsão com cera de carnauba e os filmes comestíveis, servem de aprendizado para outros países investirem em PD&I alinhada à economia circular. Nena ressaltou ainda que os Estados Unidos estão construindo uma estratégia nacional para redução de perdas e desperdício de alimentos com enfoque em mensuração do campo à mesa; validação de indicadores de impacto ambiental do desperdício; metodologias para caracaterização dos resíduos gerados em comestíveis ou não; e campanhas de comunicação educativas para consumidores. “Também estamos abertos para colaborar com outros países na mensuração dos impactos ambientais do desperdício de alimentos”, acrescentou.

Para Sudi Mardianto, diretor do Indonesian Center for Agriculture Socio Economic and Policy Studies (ICASEPS), identificar os dados existentes, atuar para preencher as lacunas estatísticas e partir para a ação é um desafio comum a vários países do G20. Atualmente, o Brasil está entre os países, que segundo a FAO, ainda não reporta dados para o Food Loss Index.

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Segundo Syahrul Limpo, ministro da Agricultura da Indonesia, entre 115 e 184 kg per capita de alimentos são desperdiçados por ano no país, e atuar para reduzir o problema em parceria com países do G20 também é uma forma de contribuir para sistemas alimentares sustentáveis em escala global. “Reduzir as perdas de arroz em 25% do campo ao varejo, por exemplo, ampliaria a oferta em 4 kg per capita na Indonesia”, pontuou.

Coalizão global

Os representantes da coalizão global Food is never waste terão um encontro presencial nos dias 19 e 20 de setembro em Nova York, na semana da Assembléia Geral das Nações Unidas. O Brasil é um dos países signatários da coalizão, lançada na Cúpula dos Sistemas Alimentares em 2021. O grupo conta com apoio da FAO, World resouces Institute (WRI) e Banco Mundial, entre outros organismos internacionais. A rede Champions 12.3, da qual a Embrapa é instituição amiga desde 2017,  está coordenando o planejamento da coalizão.

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“Parcerias público privadas são um caminho factível para a redução do desperdício. A experiência do Reino Unido nos mostra isso. Além de ser um potente mitigador da emissão de gases de efeito estufa, atuar para diminuir as perdas alimentares também é uma oportunidade de negócios e gera retorno em investimento. Para cada um dólar investido, o potencial benefício financeiro é de 14 dólares”, comentou Richard Swannell, diretor do Waste and Resources Action Programme (WRAP).

Fonte: Embrapa

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Dia de campo apresenta tecnologia ILPF com foco na pecuária

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Nesta terça-feira (05/07), produtores, técnicos e estudantes puderam ver de perto como funciona o Sistema Integração Lavoura Pecuária Floresta em uma propriedade. A tecnologia foi apresentada no dia de campo “Importância da ILPF com foco na pecuária para o Leste Maranhense”, realizado na Unidade de Referência Tecnológica (URT) de ILPF na Fazenda Barbosa, em Brejo – MA.

Pesquisadores da Embrapa, técnicos da Fazenda Barbosa e profissionais da Universidade Federal do Maranhão conduziram cinco estações com as seguintes apresentações:  ILPF na Fazenda Barbosa e perspectiva para o Leste Maranhense, Benefícios da pecuária para os sistemas integrados, Manejo e plantio da safrinha de milho e forrageiras, Consórcio milho e forrageiras e a matéria orgânica do solo e a última estação que orientou sobre como viabilizar a pecuária no Leste Maranhense.

O Evento teve como objetivo divulgar os resultados positivos da Fazenda e incentivar a adoção do sistema ILPF entre os agricultores, pecuaristas, profissionais e estudantes da região. O dia de campo é uma realização da Rede ILPF, em parceria com a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), uma instituição alemã.

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ILPF

A ILPF é uma tecnologia de produção agropecuária com grande potencial de mitigação de emissões de gases de efeito estufa e sequestro de carbono pelo solo e biomassa, além de uma série benefícios socioambientais e econômicos. A implementação dos sistemas ILPF variam de acordo com as características de cada região e propriedade.

Maranhão
No estado do Maranhão, atualmente (safra 2020/2021) são 105.012 ha de área cultivada em sistemas integrados, o que corresponde a 2,19 % da área total, revelando a necessidade de promoção da tecnologia para aumento de área.

Fonte: Embrapa

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