RONDONÓPOLIS

AGRONEGÓCIO

Embrapa participa de reunião na Frente Parlamentar de Economia Verde

Publicados

em

A gerente de Relações Institucionais e Governamentais da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas (GRIG/SIRE) da Embrapa, Cynthia Cury, e o chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Alexandre Alonso, participaram nesta quarta-feira (18) de um café da manhã promovido pela Frente Parlamentar da Economia Verde, cujo objetivo foi debater o tema “Corredores Sustentáveis: Inserção do Biometano no Transporte Pesado de Cargas”.

O presidente da Frente Parlamentar da Economia Verde, deputado Arnaldo Jardim, iniciou a reunião falando do potencial extraordinário do Brasil no campo do biogás e do biometano e também do cenário internacional que favorece esse setor.

“Semana passada estive num evento em Nova Iorque, em rodadas de negociação sobre etanol e açúcar, e é incrível como em todos os debates a questão do biogás saltou de forma significativa”, disse.

“Todos estão avaliando as consequências do conflito entre Ucrânia e Rússia. Num primeiro momento, achávamos que isso poderia significar uma retomada do petróleo como alternativa para a substituição do gás de origem russa na Europa, mas o movimento que se identificou no continente europeu e em vários outros países foi acentuar a migração para as energias renováveis, mais particularmente o biogás”, relatou o deputado.

Arnaldo Jardim lembrou que recentemente apresentou o Projeto de Lei N.º 3865/21 para criar o Programa de Incentivo à Produção e ao Aproveitamento de Biogás, de Biometano e de Coprodutos Associados (PL do Biogás).

A secretária de Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Serviços do Ministério da Economia (ME), Glenda Lustosa, falou de algumas iniciativas do Governo Federal envolvendo o biometano, como políticas dirigidas às indústrias para mobilidade e logística verde, com estímulo à adoção de combustíveis renováveis.

Leia Também:  Estão disponíveis as agromensais de junho/2022

“O biometano é um combustível renovável com a mesma qualidade do gás natural para uso no transporte rodoviário de cargas e passageiros. Estamos estruturando uma área dedicada à economia verde no Ministério da Economia para reunir as iniciativas sustentáveis e também ações no setor automotivo, que largou na frente com medidas de sustentabilidade e vem avançando cada vez mais”, disse a secretária.

De acordo com a Associação Brasileira do Biogás (Abiogás), no Brasil o potencial de produção do biometano é de 100 milhões de m³ por dia, sendo a principal fonte de matéria-prima o bagaço da cana-de-açúcar. O aproveitamento desse gás equivaleria a 24% da demanda total de energia elétrica do País, podendo ser utilizado também para o carregamento de veículos elétricos ou para cobrir cerca de 70% da demanda total por diesel. Para efeitos comparativos, na Europa a estimativa de potencial de produção do biometano é de apenas 12%.

O secretário-adjunto da Secretaria de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Pietro Mendes, falou sobre a inclusão do biometano no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (REIDI), que possibilita a isenção da cobrança do PIS/Cofins para a aquisição de equipamentos e a sua inserção no transporte pesado de cargas.

“O Brasil pode ser o primeiro país do mundo a ter uma legislação de avaliação da mobilidade sustentável de baixo carbono com análise de ciclo de vida do poço à roda”, disse o secretário, lembrando que para isso acontecer é necessário integrar as políticas do RenovaBio ao Rota 2030.

Agricultura permite iniciativas para fomentar biogás e biometano, diz Alonso
O chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Alexandre Alonso, iniciou a sua fala destacando que o Brasil é um país que tem inequívoca vocação agrícola e para a sustentabilidade, com sistemas produtivos desenvolvidos de maneira limpa. Segundo Alonso, é essa sustentabilidade agrícola que permite que o País tome novas iniciativas para fomentar a produção de biocombustíveis, bioenergia, biogás e biometano.

Leia Também:  AÇÚCAR/CEPEA: Indicador reage no encerramento do mês

“A agricultura permite essas iniciativas, e o biogás e o biometano, juntamente com outros biocombustíveis, oferecem a oportunidade de consolidar a agricultura de baixo carbono, a economia verde e a moderna bioeconomia que está nascendo, além da transição energética, promovendo a substituição de combustíveis fósseis por combustíveis de origem renovável”, afirmou Alonso. Ele lembrou que a Embrapa tem papel importante no desenvolvimento de novas iniciativas de apoio ao programa Combustível do Futuro. “A Embrapa, em particular a Embrapa Agroenergia, tem uma série de ações visando o aproveitamento de resíduos de produção agrícola para a conversão em biogás e biometano e também para a produção de amônia, biofertilizantes e tantos outros produtos”, afirmou.

“Orgulhamo-nos também de ter um papel de apoiador na formulação, implementação e monitoramento de políticas públicas, como ocorreu com o PL do Biogás. E quero colocar a empresa sempre à disposição do parlamento brasileiro para esse tipo de iniciativa”, completou.

Também participaram do evento o secretário-adjunto de Inovação e Tecnologia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Cléber Soares; o diretor da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), Marcelo Mendonça; o diretor-presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) e idealizador do RenovaBio, Evandro Gussi, entre outros.

O evento foi gravado e está disponível neste link.

Fonte: Embrapa

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Estão disponíveis as agromensais de junho/2022

Publicados

em

Cepea, 06/07/2022 – O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, disponibiliza hoje as hoje as agromensais de junho de 2022.

Confira aqui!

Abaixo, alguns trechos das análises mensais:

AÇÚCAR: Os preços do açúcar caíram no spot do estado de São Paulo em junho. A queda esteve atrelada à flexibilidade por parte de algumas usinas, que baixaram os valores de suas ofertas, em especial para o cristal Icumsa 180, açúcar com maior volume disponível para as negociações no spot.
 
ALGODÃO: As cotações externas e internas do algodão em pluma caíram de forma consecutiva ao longo de junho. O cenário inflacionário e as perspectivas de recessão econômica mundial e de redução na demanda global, sobretudo por parte da China, foram alguns dos fatores que exerceram pressão sobre os valores internacionais e, consequentemente, domésticos. No Brasil, as cotações, que já estavam enfraquecidas há um tempo, voltaram a operar nos patamares observados final do ano passado.
 
ARROZ: Os preços do arroz em casca reagiram em junho, impulsionados pelas maiores demandas interna e externa. As cotações, inclusive, recuperaram parte das perdas registradas nos dois meses anteriores e voltaram aos patamares nominais observados na primeira dezena de abril. Com isso, ao contrário do registrado em 2021, os valores do arroz em casca e do beneficiado no atacado apresentam alta na primeira metade do ano.
 
BOI: Os preços médios mensais do bezerro estão em movimento de queda desde o começo de 2022. Esse cenário é resultado de maiores investimentos em tecnologias por parte de pecuaristas, do aumento de produtividade e, sobretudo, da redução no abate de matrizes.

Leia Também:  Congresso Internacional Luminarium terá opção de participação on-line

 
CAFÉ: A temporada brasileira de café 2021/22 foi oficialmente encerrada no dia 30 de junho, com preços do arábica muito acima dos observados na safra passada (2020/21). Na temporada (de julho/21 a junho/22), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 teve média de R$ 1.325,65/saca de 60 kg, aumento expressivo de 522,90 Reais/sc (ou de 65,14%) frente à da safra anterior, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de maio/22). Trata-se, também, da maior média desde a safra de 1997/98.

 
ETANOL: Em junho, as médias mensais dos Indicadores semanais CEPEA/ESALQ dos etanóis hidratado e do anidro caíram com certa força no estado de São Paulo. A pressão veio sobretudo do baixo volume de negócios ao longo do mês. Distribuidoras se mostraram cautelosas em fechar novas compras, tendo em vista as vendas desaquecidas de combustíveis e também do cenário que se desenhava com a possibilidade de mudança tributária do etanol e da gasolina, que se consolidou somente no final do mês. 

 
FRANGO: A diferença entre as demandas internas e externas para a avicultura de corte criou situações distintas de liquidez e de preços entre as regiões e os produtos acompanhados pelo Cepea. Enquanto as vendas externas de carne foram aquecidas, devido à conjuntura internacional, a procura por parte da população brasileira esteve limitada pelo baixo poder de compra. 

 
MILHO: Os preços do milho registraram queda na maior parte de junho. As expectativas de segunda safra recorde já vinham pressionando as cotações e esse movimento de baixa foi reforçado pelo início da colheita no Centro-Oeste. Assim, em algumas regiões acompanhadas pelo Cepea, como Rio Verde (GO), Chapadão do Sul (MS) e Campinas (SP), os valores do cereal no mercado disponível chegaram a operar nos menores patamares deste ano. Com o início da colheita, produtores estiveram mais flexíveis nos valores de venda, enquanto compradores seguiram retraídos, apostando na continuidade das baixas. 

Leia Também:  Garantia de mandato parlamentar

 
OVINOS: Apesar da oferta controlada de ovinos, devido ao período de entressafra para a criação de animais a pasto, junho foi marcado pela queda nas cotações do animal na maior parte das praças acompanhadas pelo Cepea, com exceção do Paraná, onde o movimento de recuperação da demanda e do preço seguiu firme pelo segundo mês consecutivo. Segundo colaboradores consultados pelo Cepea, o baixo poder de compra da população brasileira tem dificultado a melhora do desempenho do setor neste ano.

 
SOJA: Os preços da soja passaram a maior parte de junho em alta no mercado brasileiro, devido às preocupações com o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos e à expectativa de aumento na demanda chinesa. Além disso, os dados do USDA apontando redução da área com soja naquele país em relação às estimativas iniciais (de março/22) também reforçaram o aumento. Assim, a alta dos valores domésticos da soja em boa parte do mês fez com que a liquidez aumentasse.

 
TRIGO: Apesar das fortes desvalorizações externas em junho e de estimativas apontarem safra recorde no Brasil neste ano, os preços internos do trigo seguiram firmes e operando em patamares recordes reais em alguns estados.  A sustentação veio da baixa disponibilidade de trigo no País e da valorização da moeda norte-americana.

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações: [email protected] e (19) 3429 8836.

Fonte: CEPEA

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RONDONÓPOLIS

mato grosso

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA