AGRONEGÓCIO

Embrapa e Fundação Meridional lançam cinco cultivares de soja em Dia de Campo on-line

Publicados

em


A Embrapa Soja e a Fundação Meridional lançarão quatro cultivares de soja convencional (BRS 523, BRS 537, BRS 539 e a BRS 573) e uma cultivar transgênica com tolerância ao glifosato e controle de algumas espécies de lagartas (BRS 1054 IPRO), durante o Dia de Campo on-line da Embrapa Soja, a ser realizado neste dia 25 de março, a partir das 8h30. O Dia de Campo será transmitido ao vivo pelo canal da Embrapa Soja no YouTube, Radar da Tecnologia Soja (Youtube.com/embrapasoja). O evento contará com a participação do chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Lima Nepomuceno, e do presidente da Fundação Meridional, Josef Pfann.
 
O programação do Dia de Campo terá apresentações bastante didáticas, que utilizarão recursos digitais para demonstrar os resultados de campo e ainda um bate-papo com os pesquisadores da Embrapa Soja e técnicos da Fundação Meridional, conforme detalhado na programação abaixo. Além dos lançamentos, as estações técnicas irão destacar os seguintes temas: os benefícios do uso de inoculantes em soja e em braquiárias, a relevância do equilíbrio nutricional da soja e ainda os benefícios da utilização da braquiária em consórcio com o milho para a cultura da soja. Confira os detalhes dos lançamentos de soja.
 
BRS 523 – A BRS 523 é uma cultivar convencional que possui maior tolerância ao complexo de percevejos, por ter as características da Tecnologia Block®. “Além desse diferencial, é altamente produtiva quando comparada às melhores opções de mercado e bastante estável, o que confere segurança de produção em diferentes situações. Inclusive, foi validada no sistema orgânico, com excelentes resultados”, explica o pesquisador da Embrapa Soja, Marcos Rafael Petek.
Este lançamento pertence ao grupo de maturidade 5.8, sendo assim uma opção para os produtores que precisam de uma cultivar precoce em seu sistema de produção. É indicada para o Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Com relação à reação a doenças, é resistente ao cancro da haste, à podridão radicular de Phytophthora e ao mosaico comum da soja e moderadamente resistente à mancha “olho-de-rã” e ao Oídio.
 
BRS 537 – A BRS 537, cultivar de soja convencional, que se sobressai pela sua elevada capacidade de produção, associada à manutenção da estabilidade de produção.  Por pertencer ao grupo de maturidade 6.0 é uma cultivar precoce, o que permite semeadura antecipada da soja. “Esta característica é bastante desejável pelos produtores por viabilizar a semeadura do milho safrinha na melhor época, nas regiões de indicação da cultivar (Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul)”, destaca Petek.
De acordo com o pesquisador, outro ponto forte deste lançamento é a excelente sanidade. É resistente ao cancro da haste, à mancha “olho-de-rã”, ao oídio, à podridão radicular de Phytophthora, ao mosaico comum da soja e moderadamente resistente à podridão parda da haste.
 
BRS 539 – Outro lançamento nesta safra é a BRS 539, cultivar convencional, que possui resistência à ferrugem asiática e tolerância ao percevejo. “É importante destacar que esta cultivar é do portifólio da tecnologia Shield de proteção à ferrugem e da Block®. Ainda destaca-se por seu alto potencial produtivo e manutenção de estabilidade de produção”, ressalta Petek.
Esta cultivar pertence ao grupo de maturidade 6.1, classificada como precoce e permite semeadura antecipada, viabilizando a semeadura do milho safrinha na melhor época, nas regiões de indicação da cultivar na macrorregião sojícola 2 ( Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul) e viabiliza a sucessão/rotação de culturas na macrorregião 1 (Paraná, Santa Catarina e São Paulo).
Além de ser resistente à ferrugem, é resistente às seguintes doenças: cancro da haste, mancha “olho-de-rã”, podridão parda da haste, podridão radicular de Phytophthora e moderadamente resistente ao oídio e ao Nematoide de galha (Meloidogyne javanica).
 
BRS 573 – A BRS 573 é uma cultivar convencional, de grupo de maturidade 7.3, com alta performance produtiva em toda a região de indicação (macrorregião 3 de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul). A cultivar tem maior competitividade produtiva nas regiões abaixo de 800 metros da macrorregião 3. Além disso, a cultivar permite semeadura antecipada, possibilitando ótimo encaixe com o sistema de milho safrinha. A cultivar apresenta excelente sanidade, sendo resistente ao cancro da haste e podridão radicular de Phytophthora e moderadamente resistente à mancha olho de rã, oídio, podridão parda da haste.
 
BRS 1054 IPRO – Com relação à BRS 1054 IPRO, apresenta características genéticas para tolerância ao glifosato e controle de algumas espécies de lagartas, é ainda altamente produtiva comparada com as outras opções de mercado em altitudes acima de 700 m. “Eu destacaria ainda duas características: a estabilidade de produção com precocidade (grupo de maturidade 5.4) além de permitir o plantio antecipado, mantendo o potencial produtivo e maximizando o sistema de sucessão/rotação de culturas”, bem como facilita o manejo da ferrugem da soja, enfatiza Petek.
A BRS 1054IPRO é indicada para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Com relação à sanidade, apresenta resistência ao cancro da haste, à mancha “olho-de-rã”, à podridão radicular de Phytophthora e ao mosaico comum da soja e é moderadamente resistente ao oídio e à podridão parda da haste.
Parceria – De acordo com o gerente executivo da Fundação Meridional, Ralf Udo Dengler, os lançamentos completam uma série de inovações tecnológicas da Embrapa. “Tanta inovação só é possível, devido à expertise da equipe técnica e à variabilidade genética do Banco Ativo de Germoplasma, localizado na sede da Embrapa Soja, em Londrina”, afirma Dengler. “Há 21 anos, temos muito orgulho de sermos parceiros fortes e atuantes neste trabalho, que oferece aos produtores um portfólio completo de cultivares em todas as plataformas (convencional, RR e Intacta), com elevado rendimento (conceito TOP 5000), sanidade, estabilidade e adaptação às mais diferentes condições de solo e clima”, diz Dengler.  A Fundação Meridional atua em sete Estados brasileiros (SC, PR, SP, MS, MG, GO e MT), por intermédio de 38 produtores de sementes.
 
Programação
8h30 – 8h45: Início da transmissão e boas-vindas do chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno e do presidente da Fundação Meridional, Josef Pfann.
8h45 – 9h30: Portfólio de cultivares e lançamentos
8h45 – 9h05: Tecnologia Block e cultivares (Adeney de Freitas Bueno, Embrapa Soja e Milton Dalbosco, Fundação Meridional)
9h05 – 9h30: Tecnologia Shield e cultivares (Rafael Soares, Embrapa Soja e Ralf Udo Dengler, Fundação Meridional)
9h30 – 10h: Benefícios dos inoculantes em soja e braquiárias (Marco Antonio Nogueira, Embrapa Soja)
10h – 10h30: Equilíbrio nutricional da soja (Adilson de Oliveira Jr., Embrapa Soja)
10h30 – 11h: Benefícios e manejo do consórcio milho x braquiária (Henrique Debiasi, Embrapa Soja)
11h: Encerramento
 
Serviço
Dia de Campo on-line da Embrapa Soja
Data: 25 de março
Horário: 8h30 às 11h
Transmissão gratuita: canal da Embrapa Soja no YouTube, Radar da Tecnologia Soja (Youtube.com/embrapasoja).
Fonte: Embrapa

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Artigo: Como proteger pomares dos danos causados pelo congelamento
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Artigo – 28 de julho, Dia do Agricultor

Publicados

em


Celso Moretti, presidente da Embrapa

Eliseu Alves, ex-presidente e um dos fundadores da Embrapa

Machado, foice e fogo abriram espaço para uma agricultura moderna. Essas tecnologias básicas, do tempo dos nossos avós, foram substituídas por fertilizantes, arados, tratores e muita tecnologia de forma intensa a partir dos anos 1970. Hoje, há sensores, drones, veículos semiautônomos, softwares, integração sustentável, satélites, geoprocessamento de dados, biotecnologia. O arado e a grade praticamente saíram de cena e entrou uma nova tecnologia, o sistema de plantio direto (SPD) sobre a palha. Adotado em quase 50 milhões de hectares anualmente em todo o Brasil, o SPD reduz a erosão, contribui para a redução da emissão de gases de efeito estufa, auxilia no controle de ervas daninhas e economiza água. 

O conhecimento sobre como produzir alimentos é maior do que nossa capacidade de adotá-lo. Existe todo um sistema de produção de um país que foi mudando ao longo das últimas cinco décadas. Antes, maçãs, soja, trigo, vinho e bovinos eram produzidos em regiões específicas e, em geral, apenas durante determinada época. Hoje, encontramos uma diversidade enorme de alimentos por todo o Brasil e colhemos até três safras — algo que agricultores de outros países custam a acreditar. Quem é jovem pode perguntar a seus pais como era no passado. Tropicalizamos e adaptamos plantas e animais.  Solos pobres foram transformados em terra fértil e desenvolvemos uma plataforma de produção sustentável sem igual em todo o mundo.  

A substituição não foi completa, nem para todos, é verdade.  Em muitas regiões e para muitas famílias, fertilizantes, máquinas e insumos relevantes ainda não estão disponíveis. Apesar de nosso volume de tecnologia, resultado dos avanços da ciência brasileira, o conhecimento mais avançado sobre produção ainda não chegou a todos. Infelizmente, em muitos lugares, a chamada agricultura moderna ainda convive com práticas antigas, como o uso do fogo para a limpeza de áreas. Normalmente, isso ocorre nos locais onde insumos para aumentar a produção ainda não estão disponíveis ou não há renda para sua aquisição. 

Leia Também:  CITROS/CEPEA: Geada atinge pomares de SP e aumenta preocupação de agentes

Contudo os avanços são inegáveis. A maior parte dos agricultores hoje possui acesso à televisão. Muitos gerenciam sistemas, máquinas e equipamentos sofisticados e não podem prescindir de conhecimento científico. A internet ainda não tem um alcance global, mas oferece significante suporte à produção. Precisamos avançar na conectividade, que somente chega a 30% dos estabelecimentos rurais. 

As transformações no campo fazem com que muitos agricultores residam nas cidades e seus filhos almejem sonhos distantes do mundo rural — a melhoria dos transportes e da renda familiar contribuiu muito para consolidar esse tipo de comportamento. Com a modernização, nossa poderosa agricultura, movida por máquinas, equipamentos e poucos trabalhadores, pode fazer com que o campo aumente a produção e fique despovoado. Programas de transferência de renda e assentamentos rurais, ao mesmo tempo em que ajudam a dar suporte no dia a dia e reduzem sofrimentos, perdem em energia para as forças de mercado. Paralelemente, um movimento pode contribuir, por sua vez, para a retenção dos jovens no campo. Trata-se do crescimento das startups do agro (as agritechs), que têm tornado o campo novamente atrativo para jovens empreendedores.  

Leia Também:  Dissertações de mestrado chancelam resultados do JAA e AAJ

A agricultura brasileira evoluiu como nenhuma outra nas últimas cinco décadas. Éramos importadores nos anos 1960 e agora somos um dos maiores produtores de alimentos, fibras e bioenergia do planeta. Nosso agricultor adotou a produção como desafio e a ciência como bússola. O resultado é enorme produtividade e competitividade, com o uso de práticas sustentáveis. É possível até mesmo dispensar a ocupação de novas áreas para produzir. 

O agricultor brasileiro, em sua grande maioria, tem iniciativa, é criativo, corajoso. Ele alia produção de alimentos com preservação e adota soluções tecnológicas inovadoras e sustentáveis capazes de competir e superar qualquer sistema agrícola. O setor agropecuário — antes, dentro e depois da porteira — cresceu assombrosos 24% em 2020, mesmo com a pandemia de Covid-19. Empregos foram poupados (e gerados) e alimentos não faltaram nas gôndolas dos supermercados em todo o Brasil. Em 2021, o Valor Bruto da produção (VBP) ultrapassará R$ 1 trilhão, um fato inédito. 

A pesquisa pública continua dando suporte para a capacidade dos agricultores de inovar e superar os desafios, tornando-os referência mundial. Esses mesmos agricultores sabem que não basta apenas produzir para alimentar nossa população e exportar excedentes. Há necessidade de criar condições para garantir o abastecimento e a qualidade do ambiente nas próximas décadas. 

Com o trabalho dos agricultores, o Brasil seguirá alimentando centenas de milhões de pessoas em todo o globo. Faremos isso de forma competitiva e sustentável, respeitando o meio ambiente e nossos recursos naturais.

Parabéns, agricultores! 

Fonte: Embrapa

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RONDONÓPOLIS

mato grosso

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA