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Embrapa Agroenergia participou de reunião na CNA para debater setor sucroenergético

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As tecnologias da Embrapa disponíveis para o setor sucroenergético deram o tom da participação do chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Alexandre Alonso, em reunião da Comissão Nacional de Cana-de-Açúcar da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) realizada no dia 19 de novembro. Alonso detalhou o avanço de várias pesquisas e novas tecnologias para o setor, que envolvem a participação de cerca de 500 profissionais e 12 unidades da Embrapa.
 
“Entre os objetivos estratégicos do novo Plano Diretor da Embrapa, lançado recentemente, está o desenvolvimento de pesquisas e tecnologias a partir da cana-de-açúcar para a elaboração de biomassas, bioinsumos e energia renovável”, disse Alonso. A Embrapa Agroenergia, por exemplo, disponibiliza uma Vitrine Tecnológica com todas as tecnologias disponíveis para parceria, tanto para o setor de cana-de-açúcar como para outros tipos de agroindústria.
 
Além de novas tecnologias para aumentar a produtividade, os participantes da reunião virtual debateram alternativas de remuneração para os produtores e técnicas de manejo de pragas nos canaviais. O presidente da comissão na CNA, Enio Fernandes, destacou alguns pontos essenciais para potencializar o setor agropecuário do Brasil. “A integração do setor produtivo à pesquisa e à ciência são fundamentais para ampliar a eficiência produtiva e o desenvolvimento da cadeia da cana-de-açúcar”, disse. 
 
O RenovaBio, Política Nacional de Biocombustíveis do Governo Federal, foi um dos assuntos debatidos.  Miguel Lacerda, um dos idealizadores da política, analisou e falou das perspectivas para os Créditos de Descarbonização (CBios). “É importante buscar alternativas de remuneração para os produtores rurais na proporção da matéria-prima entregue”, defendeu. 
 
Outros assuntos debatidos durante a reunião foram o manejo integrado da praga Sphenophorus levis, popularmente conhecida como bicudo da cana-de-açúcar. O consultor agrícola Armando Sanchez destacou que é importante realizar a rotação de cultura e seguir as recomendações técnicas de controle mecânico, biológico e químico, segundo a fase em que a praga se encontra no canavial.
 
Seminário Bioenergia 
 
No mesmo dia, Alonso participou também do Seminário Bioenergia, promovido pelo Programa de Doutorado em Bioenergia das universidades paulistas Unicamp, USP e Unesp. A palestra foi sobre “Bioeconomia: pesquisa e inovação em biocombustíveis e bioprodutos” e teve transmissão ao vivo pelo canal do Youtube “Bioenergia”, da Unicamp. A gravação está disponível neste link
 
Fonte: Embrapa

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La Niña pode favorecer a ocorrência de geada em Mato Grosso do Sul

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A Embrapa Agropecuária Oeste, através do seu sistema de previsão de geada, alerta para o alto risco de ocorrer geada no mês de junho de 2021, na região sul de Mato Grosso do Sul. Os dados do modelo de previsão demonstram que a probabilidade de ocorrer ao menos uma geada é de 75%, podendo acontecer sob qualquer intensidade, desde fraca até forte (imagem abaixo).

O pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Danilton Flumignan, ressalta a importância dessa pesquisa, visto que as geadas representam um fator de risco à produtividade no campo, especialmente para as lavouras de milho safrinha.

A intensidade da geada leva em consideração a temperatura prevista e tem uma escala de categorização, apresentada na Tabela 1 (abaixo).

Impactos agrícolas – O milho safrinha é a principal cultura de outono-inverno em Mato Grosso do Sul e a maior parte dessas lavouras ficam na região sul. Nessa região também existem áreas expressivas cultivadas com cana-de-açúcar e com pastagens. As geadas são motivo de grande preocupação por parte dos produtores, especialmente se elas ocorrem cedo. O pesquisador Danilton exemplifica, “no caso do milho safrinha, se uma geada ocorrer em junho ela pode impactar significativamente a produção, já que o milho normalmente se encontra em uma fase ainda sensível”.

Ele salienta ainda que a extensão do prejuízo está associada à intensidade da geada e a fase de desenvolvimento do milho e acrescenta “é justamente por esse motivo que o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) estabelece que, nesta região, a época limite para a semeadura do milho safrinha é o mês de março. A data mais apropriada depende do município, do tipo de solo e da cultivar utilizada”.

O pesquisador explica ainda que nessa safra 2020/2021, a semeadura da soja foi tardia em muitos municípios, por conta do atraso nas chuvas. Logo, a tendência natural é que a semeadura do milho safrinha seja também realizada tardiamente e ressalta “isso coloca esse outono-inverno em uma condição de alto risco para quem optar por cultivar milho na safrinha. Por isso, é importante buscar o apoio de técnicos capacitados e reforçar o planejamento de modo a buscar alternativas que minimizem os possíveis prejuízos que podem se tornar realidade se este cenário se confirmar. Para aqueles que decidirem pelo cultivo do milho, a utilização de híbridos mais precoces deverá ser fundamental”.

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Rotação de culturas – O pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, também aconselha os agricultores dessa região, especialmente em áreas onde a colheita da soja será mais tardia. Segundo ele, pode ser uma boa decisão diversificar a produção desse ano, tendo em vista as perdas possíveis de acontecerem em decorrência de uma geada. “O cultivo de cereais de inverno como trigo e aveia, pode ser uma alternativa viável, bem como a semeadura de espécies forrageiras para pastejo ou produção de palha”, explica o pesquisador.

Ele destaca ainda que a diversificação, oportunizada pela rotação de culturas pode ser uma boa estratégia. “Diante desse cenário climático, o produtor tem uma excelente oportunidade de transformar o risco em sucesso, fazendo a rotação de culturas em pelo menos uma parte da área, escapando assim da dobradinha soja-milho safrinha. Essa mudança pode beneficiar o sistema produtivo na melhoria do solo e na supressão de espécies de plantas daninhas, doenças e pragas que têm se tornado de difícil controle justamente por conta da falta de rotação”, explica Danilton.

La Niña – Segundo Flumignan, nesse ano de 2021, o mundo está sendo marcado pelo fenômeno conhecido por La Niña e explica “o fenômeno se constitui no resfriamento das águas do oceano pacífico equatorial. Quando isso acontece, dadas as fortes interações que existem entre o oceano e a atmosfera, as condições climáticas mundiais passam a ser influenciadas por esta realidade momentânea”.

O pesquisador fez uma análise do histórico climático da região sul de Mato Grosso do Sul em relação às outras vezes que esse fenômeno aconteceu. Ele destaca que as temperaturas mínimas registradas no mês de junho estiveram sempre iguais ou menores que 6 ºC, evidenciando a ocorrência de frio intenso na região e acrescenta “em 25% dos anos, as temperaturas ficaram entre 4 ºC e 6 ºC, condição considerada não favorável a formação de geadas, porém em 75% dos anos, as temperaturas atingiram níveis iguais ou abaixo de 4 ºC, culminando com a formação de condições favoráveis à ocorrência de geada na região”.

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Como funciona o sistema de previsão? – Esse sistema foi desenvolvido em 2017 e é mantido pelos pesquisadores da Embrapa Agropecuária Oeste. Fazem parte dessa equipe: Danilton Luiz Flumignan, Éder Comunello e Carlos Ricardo Fietz. Além deles, Rafaela Silva Santana, que na ocasião era estudante de Agronomia da UFGD, contribuiu com o trabalho de desenvolvimento do sistema.

O sistema usa dados de chuva medidos na estação agrometeorológica do Guia Clima, da Embrapa Agropecuária Oeste, e da temperatura da superfície do mar fornecidos pela agência americana National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA).

Com índice de confiança de 95%, o sistema é capaz de prever em dezembro, qual a temperatura mínima que deverá ocorrer em junho, no sul de Mato Grosso do Sul. Por meio da temperatura prevista e com base nos critérios do método é possível prever a probabilidade de ocorrer geada e qual a intensidade da mesma.

Danilton explica ainda que a previsão do ano seguinte pode ser divulgada em dezembro do ano anterior e, que, posteriormente, ela é monitorada até o mês de maio, pois as condições de temperatura da superfície do mar podem mudar até junho e, se essa mudança for significativa, a previsão precisa ser reavaliada e acrescente “não é normal ter que corrigir as previsões que são feitas em dezembro. Pode acontecer, mas o mais comum é confirmá-las”.

Fonte: Embrapa

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