AGRONEGÓCIO

Diferentes quantidades de palha de cana-de-açúcar mantidas sobre o solo tem efeito sobre indicadores microbiológicos e enzimáticos

Publicados

em


Na colheita mecanizada, a palha da cana pode ser parcialmente recuperada para uso como matéria-prima para bioenergia. Porém, a quantidade que pode ser removida sem alterar a sustentabilidade do sistema de produção da cana-de-açúcar ainda é pouco estudada. 

Por isso, pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente avaliaram o impacto da remoção de parte da palha da cana-de-açúcar por meio de indicadores enzimáticos e microbiológicos de qualidade do solo, que são sensíveis às práticas de manejo. “Testamos três taxas de remoção: 0%, 50% e 100%, correspondentes a 0 t/ha, 6,2 t/ha e 12,3 t/ha, na base seca, de palha, explica Rosana Vieira, uma das autoras do estudo. 

Os resultados mostraram que a retirada de parte da palhada afetou adversamente alguns atributos de qualidade do solo. Maiores valores de carbono e nitrogênio da biomassa microbiana foram obtidos quando toda a palha foi mantida sobre o solo. O mesmo ocorreu com a atividade da enzima β-glucosidase, envolvida no ciclo do carbono. Estes resultados foram obtidos apenas oito meses após o estabelecimento dos tratamentos, o que demonstra a importância do estudo. “Isso sugere a necessidade de monitoramento destes indicadores por períodos mais prolongados de tempo nas áreas com cultivo de cana-de-açúcar onde parte da palha é removida para fins industriais, a fim de melhor compreender o impacto cumulativo na qualidade do solo e garantir a sustentabilidade da produção de bioenergia, destaca Rosana.

Leia Também:  Com o curso Produção de Energia Solar, Senar Goiás leva luz a produtores que não têm rede elétrica

A pesquisadora Nilza alerta que ainda há escassez de trabalhos que avaliam as alterações promovidas pelas práticas, de manejo agrícola da cana-de-açúcar, sobre os componentes de qualidade biológica. Resultados como os dessa pesquisa, já servem de alerta para a necessidade de se acompanhar os indicadores microbiológicos e enzimáticos nos sistemas utilizados pelos produtores, pois há potencial de alteração na qualidade do solo e consequentemente na sustentabilidade do etanol e açúcar gerados.

O artigo completo de Rosana Vieira, Nilza Patrícia Ramos e Ricardo Pazianotto, da Embrapa Meio Ambiente, foi publicado na Revista Soil Use and ManagementEarly View, em fevereiro de 2020 e pode ser acessado aqui.  
 

Fonte: Embrapa

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Embrapa Cocais, secretarias de estado e Conecta Brasil assinam acordo de cooperação técnica para inovação social

Publicados

em


Nesta segunda, 1 de março, às 10h, será realizada cerimônia de assinatura de termo de cooperação técnica entre Embrapa Cocais, Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação – SECTI, Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular e a startup Conecta Brasil 360. O acordo tem o objetivo de desenvolver metodologia de implantação, monitoramento e avaliação de estratégia de inovação social no estado do Maranhão. O evento será transmito online pelo you tube da Embrapa e da Secti Maranhão. 
 
A iniciativa se espelhou no negócio Delícias do Babassu, gerido por quebradeiras de coco babaçu quilombolas da Comunidade de Pedrinhas Clube de Mães de Anajatuba – MA. A Embrapa Cocais buscou a Conecta Brasil 360 para construir curso virtual para as quebradeiras de coco da comunidade e proporcionar visibilidade, conexão e estruturação de negócios para os produtos oriundos do coco babaçu. O curso está vinculado ao Projeto Bem Diverso, na atividade “Novos Processos Alimentícios com Babaçu. 
 
Segundo a pesquisadora Guilhermina Cayres, o curso está sendo realizado desde junho, totalmente online por conta da pandemia, para manter os contatos neste momento de distanciamento social e promover processo de capacitação em gestão de empreendimento coletivo, identificando e agregando valor aos seus produtos e desenvolvimento pessoal e profissional para autonomia e empoderamento às quebradeiras de coco. “O curso tem propiciado também criar espaços significativos de aprendizagem e troca de experiências e apoiar no planejamento das atividades do grupo, contribuindo para o protagonismo das quebradeiras de coco nesse processo de maturidade do grupo, o que vai repercutir no produto final do trabalho delas e na cadeia de valor do coco babaçu”, completa Guilhermina.
Fonte: Embrapa

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Obra retrata pensamento do MP brasileiro sobre o Tribunal do Júri
Continue lendo

RONDONÓPOLIS

mato grosso

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA