AGRONEGÓCIO

Da pesquisa ao campo: técnicos participam de atualização com foco na pecuária

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Com a finalidade de capacitar  gestores e técnicos da Secretaria de Estado de Produção e Agronegócio (Sepa) e da Empresa de Assistência Técnica Extrativista Rural do Acre (Emater) dos 22 municípios do Acre  para atuarem como multiplicadores no desenvolvimento da pecuária no Estado, a Embrapa Acre  promoveu nos dias 18 e 23 de fevereiro, o curso virtual “Atualização tecnológica em bovinocultura de corte”.

Coordenado pela Embrapa e Sepa,  a iniciativa é voltada para profissionais que atuam no “Pecuária Mais Eficiente”, um dos projetos do Subprograma Pecuária Diversificada, implementado pelo Governo do Acre, com recursos do Programa REDD Early Movers (REM) Acre Fase II.

A capacitação faz parte do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a Embrapa e Sepa e contempla temas que vão do manejo nutricional à melhoramento genético, dentre outros aspectos da atividade. As palestras foram ministradas pelos pesquisadores Maykel  Sales, Francisco Aloísio  Cavalcante, Carlos Maurício Andrade e José Marques Carneiro.

Tecnologias na ponta da cadeia

“Esse curso é uma oportunidade para aproximar cada vez mais a Embrapa dos  técnicos da Sepa e Emater de diferentes municípios do Acre,  visto que  eles são os principais multiplicadores do conhecimento gerado pela Unidade. Por ser ministrado on-line, pode  atender um maior número de extensionistas e, consequentemente, possibilitar que as tecnologias desenvolvidas pela Embrapa cheguem a um número mais abrangente de produtores rurais da região”, explica o chefe de Transferência de Tecnologia (TT) da Embrapa Acre, Bruno Pena. 

Outra expectativa de Pena, é  contar com o apoio dos técnicos para intermediar  as demandas que aparecem no campo. “Muitas vezes a Embrapa tem soluções simples para resolver um problema, mas  as demandas não chegam até nós”, complementa. 

Para o técnico da Sepa, Jalceir Pessoa, o curso, além de ser uma importante atualização profissional,  proporciona uma interação direta com os pesquisadores da Embrapa. “Essa capacitação irá  contribuir para a resolução de gargalos do campo nesta área. E assim o produtor rural irá desenvolver sua atividade com maior rentabilidade e viabilidade econômica”, destaca.

Investindo no virtual

A modalidade de ensino à distância (EaD) é uma alternativa para a qualificação profissional tanto em instituições públicas como privadas. 

“A ideia é oferecer um ambiente virtual compatível com o perfil dos participantes e que atenda as demandas do curso. Utilizamos uma  plataforma onde os participantes podem consultar publicações, avaliar o evento e interagir por meio de um chat”, explica o supervisor do Setor de Implementação da Programação de Transferência de Tecnologia da Embrapa Acre, Daniel Papa. 

Para o técnico da Sepa, a realização do curso em formato on-line foi extremamente proveitosa. “Mesmo com a pandemia é essencial que a formação dos técnicos continue e seja oferecida da forma mais segura possível”, complementa Pessoa.

Diante das limitações impostas pelo coronavírus, a Sepa também tem se adaptado ao cenário para que  o agronegócio não pare. “O governo do Estado tem se empenhado para viabilizar não só a cadeia da pecuária, como também as outras de grande importância econômica, que contribuem para a elevação do PIB do estado”, destaca o chefe do departamento de Agronegócio da Sepa, Claúdio Luiz Malveira.

Novas estratégias 

Outra estratégia adotada diante das restrições sociais da pandemia é a realização de cursos com poucos participantes, como ocorreu em dezembro com seis técnicos de Assistência Técnica e Gerencial (Ateg), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Acre (Senar/AC). Nesse encontro, o tema foi manejo de pastagens e o objetivo foi dar continuidade ao diálogo com esses profissionais que realizam assistência técnica em pequenas propriedades rurais de pecuária de corte e de leite. 

“Desde que o Senar implantou esse programa, em 2018, nós estamos nessa interlocução com os profissionais, pois surgem algumas dúvidas na hora da implementação das ações na propriedade, determinados aspetos que o produtor rural questiona e então fazemos um espaço de troca de ideias, como uma consultoria”, comenta um dos ministrantes dos dois cursos, o pesquisador Carlos Maurício Andrade. 

“A assistência técnica vem evoluindo no Acre, e queremos que este continue sendo o caminho para beneficiar cada vez mais os produtores rurais acreanos”, destacou Ilcilene Malini, gerente técnica do Senar – AC. 

O programa ATeG beneficia 397 propriedades rurais em mais de 10 municípios acreanos, sendo 58 propriedades rurais da cadeia produtiva de pecuária de corte e 65 propriedades ligadas à produção leiteira. A expectativa é de que esse atendimento alcance mais de 600 produtores no Acre até o final de 2021.

 

“Durante as visitas, sentimos as dificuldades das famílias que tiram seu sustento da produção rural. Muitas vezes têm condições de crescer, mas falta a orientação adequada, e por meio do nosso aperfeiçoamento profissional, podemos criar novas oportunidades para o aumento da produtividade qualitativa das cadeias produtivas”, afirmou o técnico de campo Aliedson Sampaio Ferreira.

Fonte: Embrapa

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AGRONEGÓCIO

Embrapa Clima Temperado doa cerca de uma tonelada de tangerinas ao Programa Mesa Brasil

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Na manhã de 31 de março, um caminhão da Embrapa Clima Temperado (Pelotas, RS) deslocou-se até o Instituto de Menores Dom Antônio Zattera, em Pelotas (RS), para realizar a doação de cerca de uma tonelada de tangerinas da variedade Oktisu ao Programa Mesa Brasil, do Sesc. As frutas haviam sido colhidas no dia anterior dos pomares experimentais da pesquisa.

Parte das frutas foi destinada a 17 instituições de Pelotas, e o restante encaminhado aos municípios vizinhos de Rio Grande e São José do Norte. Até o momento, foram distribuídas quase dez toneladas de alimentos pelo Mesa Brasil na região. Além das tangerinas, as cestas foram compostas, principalmente, por abóbora, alface, batata-doce, batata, cheiro-verde e maçã.

A doação de citros excedentes da pesquisa ao Programa Mesa Brasil ocorre desde o ano passado, como resultado da parceria recentemente renovada com o Sesc. A expectativa é que ainda sejam doadas, ao longo de um mês, mais cinco toneladas de tangerinas para 60 instituições da região. Em torno de 12 mil pessoas serão beneficiadas.

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Doação de arroz

Neste ano, também está prevista a doação de duas toneladas de arroz em casca. A iniciativa será feita em conjunto com empresa parceira, que deverá fazer o beneficiamento e ensacamento do grão. Mas, essa parceria ainda está em articulação. Ambas as campanhas fazem parte das ações beneficentes da Embrapa Clima Temperado frente à pandemia da covid-19.

Oktisu

As tangerinas da variedade Oktisu foram trazidas do Japão na década de 1990 e recomendadas pela Embrapa Clima Temperado para o Rio Grande do Sul em 2002. É uma cultivar precoce, com produção em março e abril, e bastante rústica. O cultivo ocorre, principalmente, em sistemas de base familiar, e a comercialização em feiras livres. Por ter fibra fina e não possuir sementes, tem aptidão para fabricação de suco.

Na Unidade, o pomar de citros é utilizado para avaliações de porta-enxertos e experimentos de processamento e conservação pós-colheita.

Programa Mesa Brasil

O Mesa Brasil é um programa nacional, criado em 2003, que integra doadores, instituições sociais e voluntários para minimizar as carências alimentares, combater o desperdício de alimentos e melhorar a qualidade nutricional da população atendida. O programa atua em todo o Brasil. No Rio Grande do Sul, é desenvolvido em sete unidades do Sesc, em parceria com as prefeituras municipais de suas respectivas regiões de abrangência.

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Fonte: Embrapa

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