RONDONÓPOLIS

AGRONEGÓCIO

Congresso Nacional da Bioenergia discutirá práticas de produção sustentáveis

Publicados

em

O 15° Congresso Nacional da Bioenergia acontece de 6 a 7 julho, em Araçatuba, SP, e reúne profissionais de usinas e destilarias, fornecedores de cana-de-açucar, pesquisadores e profissionais das cadeias de suprimento do setor. Nesta edição, estarão disponíveis 12 salas temáticas, envolvendo desde assuntos relacionados ao manejo agrícola, industrial e de gestão da cultura, até a produção sustentável; sendo este último tema abordado na Sala Meio Ambiente e Sustentabilidade.

Vários profissionais discutirão questões que podem afetar o meio ambiente e como o uso de boas práticas contribui para minimizar impactos negativos.  A pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente Nilza Patrícia Ramos, que coordena o projeto “Desenvolvimento de metodologia para avaliação e premiação da relevância ambiental relacionada às boas práticas agrícolas e industriais adotadas no setor Bioenergético”, em parceria com a União Nacional da Bionergia (UDOP), participará deste debate abordando o tema sobre a importância do incentivo e da divulgação de práticas ambientais.

Nilza Patrícia cita que várias unidades produtoras de cana-de-açúcar passaram a adotar práticas mais sustentáveis nos últimos anos, e que isto é bastante positivo. Isto porque boas práticas podem evitar aumentos nas emissões de gases de efeito estufa, para a maior preservação dos recursos naturais, entre eles as áreas de vegetação natural e o uso da água, sem afetar rendimentos agrícolas e industriais.

Leia Também:  Ministério da Saúde lança Campanha Nacional de Vacinação    

Entretanto, segundo a pesquisadora, esses resultados positivos ainda são difíceis de serem percebidos pela sociedade em geral, devido à linguagem específica de divulgação, voltada para o setor agropecuário, ou por serem pouco disseminados. Assim, “ações de divulgação mais abrangentes são essenciais tanto para esclarecer a sociedade a respeito das boas práticas que já vem sendo adotadas, como para ampliar seus usos em outras unidades produtivas”, enfatiza ela.

“O projeto UDOP/Embrapa de premiação de boas práticas ambientais foi criado, justamente para reduzir, em parte, essa deficiência, usando uma metodologia específica para quantificar e ranquear a relevância ambiental dessas práticas. Em 2021, a 1ª edição dessa premiação foi um sucesso, com a participação de mais de 33 projetos, sendo selecionados 4 ganhadores, cujas boas práticas foram divulgadas em vários meios de comunicação, de forma a atingir públicos variados e não só o setor agropecuário. Levar ao conhecimento da sociedade estes avanços, estimula a adoção não só no setor canavieiro, mas também de outras áreas da bioenergia”, destaca Nilza Patrícia.

Leia Também:  Pesquisadores discutem como superar os desafios da produção de cevada no Brasil

A pesquisadora vai falar sobre o assunto no último painel da Sala de Meio Ambiente e Sustentabilidade, que será moderado por Renan Bazzo, engenheiro ambiental e Segurança do Trabalho da Diana Bioenergia, com a palestra “A importância do incentivo e da divulgação de práticas ambientais”, seguida da palestra “Finanças Verdes: Pagamento por Serviços Ambientais (PSA)”, com Giovana Araújo, sócia da KPMG. Veja programação completa no site do evento. 

Sobre o Congresso

Realizado por dois anos em formato virtual, devido à Covid-19, o maior congresso técnico do setor da bioenergia do Brasil retorna ao formato presencial com a expectativa de receber mais de 1.500 congressistas. Serão mais de 120 horas divididas em 80 painéis distribuídos em 12 salas temáticas e um Painel Magno, com cerca de 250 palestrantes e debatedores. A programação completa está disponível aqui.

Serviço

15º Congresso Nacional da Bioenergia
Data: 6 e 7 de julho de 2022
Local: Universidade Paulista (Unip) – Campus Araçatuba

Com informações de Rogério Mian, da Agência UDOP de Notícias.

Fonte: Embrapa

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Manejo nutricional estratégico reduz perdas na seca

Publicados

em

Pesquisadores recomendam práticas com bons resultados para bovinos

Durante o período seco, com menor disponibilidade de forragem de qualidade, o que impacta na perda de peso dos animais e no enfraquecimento do rebanho, é hora de colocar em prática estratégias para manter os índices a níveis satisfatórios. Terminação intensiva, bezerro turbinado pós-desmama, conservação de volumosos e produção de forragem estão entre elas. 

Em experimentos realizados pela Embrapa em parceria com a Connan, em Campo Grande-MS, foi possível conseguir 2,[email protected] a mais por animal, quando comparado à suplementação proteico-energética de 1,5 kg de ração/dia. A técnica chamada terminação intensiva a pasto (TIP) consiste em fornecer 90% do que o animal precisa no cocho e 10% no pasto, o que equivale a 2% de peso vivo em ração, ou aproximadamente 8 kg de ração concentrada por cabeça/dia. 

O objetivo, segundo os idealizadores, é obter um ganho médio de 600 a 900 g de carcaça/dia, no período de 90 dias. Na estação das chuvas e para machos castrados, a recomendação é a de se oferecer 1,5% do peso vivo em ração concentrada.

“O TIP mensura o ganho em carcaça e isso é lucro. Começamos com 0,5% de peso vivo até chegarmos aos índices atuais, tornando a solução viável e de fácil uso”, afirma Leopoldo Pepiliasco, zootecnista da Connan. A tecnologia é testada pelas empresas desde 2012 e permite que o pecuarista utilize a estrutura já existente na propriedade e invista somente em ração e suplementos para a engorda do boi.

O especialista comenta que analisaram alternativas presentes no mercado, antes da TIP, como o confinamento, que apresenta altos custos de implementação, estrutura, mão-de-obra capacitada e outras condicionantes; e sistemas como o uso de grão inteiro, que resulta em uma dieta de risco elevado, pelas condições fisiológicas do bovino, dentre outros fatores.

Leia Também:  Pesquisadores discutem como superar os desafios da produção de cevada no Brasil

Bezerros e desmama – Outra opção para o produtor rural é ‘turbinar’ o bezerro na fase pós-desmama. Essa fase estressante para o animal aliada a pastagens com baixo valor nutritivo é um ponto de preocupação. A técnica, validada por pesquisadores da Embrapa, baseia-se em fornecer maior suplementação proteico-energética ao animal. 

O pesquisador Rodrigo Gomes explica que é recomendável uma dieta com aproximadamente 25% de proteína bruta, palatável e rica em minerais. O bezerro recebe o equivalente a 5 gramas por quilograma do peso vivo. 

“É estratégico aumentar o consumo de suplemento, consumir mais energia, proteína, mineiras, vincular aditivos, assim se obtém melhor desempenho no momento de estresse, que é a desmama”, frisa o zootecnista. A dieta deve ser mantida até o final da seca e o animal entra nas águas em boas condições. 

Manejo de pastagens – A manutenção do pasto, com o devido manejo, é também uma estratégia para enfrentar o período. Especialista no assunto, o pesquisador da Embrapa Ademir Zimmer enumera ajuste de lotação, adubação e diferimento de pastagens, e produção de volumoso e suplementos como opções para o produtor.

Em pesquisas da Embrapa Gado de Corte (MS), por exemplo, mediu-se a eficiência produtiva e financeira da adubação do capim-marandu, em diferentes alturas de pastejo. Em 15 cm, o ganho de peso vivo (kg/ha) foi de 276, com saldo por kg de adubo, de R$ 2,25 reais. Já em 45 cm de altura, o ganho foi de 524 kg/ha, com um saldo de R$ 8,75 reais. Um aumento de 290% em relação a 15 cm. 

Nos valores médios de 2022, os ganhos em produção (direto), em 45 cm, foram de R$ 1,8 mil (R$/ha/ano); os por redução nos gastos (indireto), R$ 80 reais; os ganhos por liberação de área (indireto), R$ 150 reais; há ainda os ganhos por antecipação receita (indireto), que somam R$ 40 reais. O benefício total em 200 hectares (R$/mês), a uma altura de 45 cm, ultrapassa os R$ 34,5 mil reais, sempre tendo como altura de referência 15 cm.  

Leia Também:  Papel do agro na preservação ambiental é debatido em Campinas

Zimmer enfatiza que adubar o pasto custa caro sim, “mas vale a pena, desde que o manejo seja adequado, trabalhando as suplementações para que valha o investimento”.  

Conservação de volumoso – A pastagem precisa de fatores fundamentais para o seu crescimento, porém, na seca, há limitação de luz e água, e consequentemente os animais, seja de corte ou leite, não suprem suas exigências completamente. 

As alternativas para conservação de forragem são diversas “não há a melhor, cada propriedade tem circunstâncias ou realidades que contribuem para a tomada de decisão”, alerta o pesquisador Vitor Oliveira da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural de Mato Grosso do Sul (Agraer-MS). 

Uso de capim elefante, feno-em-pé, silagem (milho, cana-de-açúcar, capim, parte aérea da mandioca) e silagem de pré-secados são algumas escolhas à disposição do pecuarista. Independente da opção assinalada, Oliveira destaca que é necessário obter todo o potencial da tecnologia escolhida, durante a estação das águas, e assim utilizá-la na seca. 

Os especialistas da Embrapa, Connan e Agraer reforçam que o planejamento sempre começa na fase anterior, que a seca haverá todos os anos, dessa forma, é cuidar do pasto e da nutrição do rebanho nas águas para não se ter perdas na seca. 

Fonte: Embrapa

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RONDONÓPOLIS

mato grosso

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA