AGRONEGÓCIO

CNA levanta custos de produção de banana, café e grãos

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Brasília (31/07/2020) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu três painéis online do Projeto Campo Futuro na sexta (31) e na quinta (30). Os eventos levantaram os custos de produção de banana, com produtores de Janaúba (MG); de café arábica, na região de Santa Rita do Sapucaí (MG); e de grãos, na área de Cristalina (GO).

Em Janaúba, houve alteração do modal produtivo, que passou de 10 para 15 hectares de área produtiva em relação a 2017. A produtividade média, de 25 toneladas/ha, foi mantida.

“Dentre os principais custos levantados pelos produtores para o modal representativo, podemos destacar os custos com a condução das atividades na lavoura, além do investimento necessário com irrigação que é essencial para o desenvolvimento da cultura e sucesso da atividade na região”, afirmou o assessor técnico da Comissão Nacional de Fruticultura da CNA, Erivelton Cunha.

Para o analista de agronegócios da Federação da Agricultura de Minas Gerais (Faemg), Caio Coimbra, o projeto Campo Futuro é de extrema importância para a região. “Ele permite ao produtor rural balizar o seu custo de produção com as variáveis que mais influenciam esse custo e avaliar se a receita obtida está com margem positiva ou não. Desta forma, espera-se contribuir para melhorar a gestão da propriedade rural”.

Na opinião da gerente-geral da Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte), Ivanete Pereira dos Santos, o painel foi muito produtivo e demonstrou que, cada dia mais, os bananicultores necessitam ajustar rigorosamente seus custos para permanecer sustentáveis em sua atividade.

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“Desde 2012 o norte de Minas foi contemplado com o acompanhamento dos custos de produção nas culturas da banana, manga e limão. Conhecer melhor os números da atividade é fundamental para a tomada de decisões e promover ajustes antes porteira”.

O encontro foi realizado em parceria com o Cento de Inteligência de Mercado da Universidade Federal de Lavras (UFLA) e contou com apoio da Faemg, do Sindicato Rural de Janaúba e da Abanorte.

Café – No levantamento dos custos dos cafeicultores mineiros foi considerada uma propriedade modal com 20 hectares de lavoura, condução de manejo e colheita manuais e com produtividade média de 28 sacas/hectare.

Dados preliminares apontaram que a mão de obra é responsável por 49% do Custo Operacional Efetivo (COE). Outros gastos significativos são os fertilizantes (14%) e os produtos fitossanitários (8,2%). Em comparação com o ano passado, houve um aumento de R$ 56 para produzir uma saca de café.

“O produtor está tendo margem bruta positiva, o que significa que, no curto prazo, ele consegue manter a atividade. Mas no médio e longo prazo a margem líquida continua sendo negativa, ou seja, não cobre os custos de depreciação.”, disse a assessora técnica da Comissão Nacional de Café da CNA, Raquel Miranda.

O evento teve apoio da Faemg e do Sindicato Rural de Santa Rita do Sapucaí. Além de produtores, participaram técnicos da CNA, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e do Cento de Inteligência de Mercado da Universidade Federal de Lavras (UFLA).

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Cristalina – Na área de soja e milho pesquisada em Cristalina, os custos de produção tiveram uma pequena elevação em relação à safra anterior. Apesar disso, o cenário de boas produtividades e preços recebidos pelos produtores permitiu um quadro positivo para as atividades pesquisadas.

Em termos de produtividade com a soja, primeira safra, o modal produtivo apontou 59 sacas na lavoura de sequeiro e 64 na lavoura irrigada. Segundo os participantes, o milho segunda safra, em sistema irrigado, alcançou 155 sacas/há e o milho sequeiro, 125 sacas/ha.

“Foi uma condição bastante positiva, gerando receitas que proporcionaram margem líquida positiva para as lavouras”, declarou o assessor técnico da CNA, Rogério Avellar.

O presidente do Sindicato Rural de Cristalina, Aléssio Maróstica, destacou a importância da iniciativa e a confiabilidade das informações levantadas pelo Sistema CNA/Senar.

“Toda informação precisa é necessária para o produtor ter um referencial, saber se ele está ganhando ou perdendo e como pode fazer para reduzir esses custos de produção. Esse ano, tivemos o problema do coronavírus e poucos quiseram participar, mas queremos continuar no próximo ano e ter mais gente participando para levar esse conhecimento aos produtores”, declarou ele.

O encontro, que teve apoio da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e do Sindicato Rural de Cristalina, contou com a participação de técnicos da CNA, do Senar e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

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Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Acaba de ser lançado livro sobre uso de nanotecnologia na agricultura

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O livro “Nanopesticides  from research and development to mechanisms of action and sustainable use in agriculture” acaba de ser lançado pela Editora Springer. Os editores são Leonardo Fraceto da Unesp, Vera Castro da Embrapa Meio Ambiente, Renato Grillo da USP,  Daiana Ávila da Universidade Federal  do Pampa e Renata Lima da Universidade de Sorocaba. 

A pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) Vera Castro, também participa do capítulo “Overview of Nanopesticide Environmental Safety Aspects and Regulatory Issues: The Case of Nanoatrazine“, de Felícia Pereira de Albuquerque, Ana Cristina Preisler, Leonardo Fraceto e Halley Caixeta Oliveira.

O trabalho é fruto de uma parceria com os pesquisadores envolvidos nessa área.

Os nanomateriais têm contribuído para a ciência e tecnologia agrícola em várias fases de produção e comercialização. O uso dos nanopesticidas pode auxiliar na redução dos efeitos nocivos ao meio ambiente. Seus benefícios podem incluir melhor estabilidade e maior eficácia do composto, permeabilidade e dispersão do ingrediente ativo, melhor direcionamento para espécies de pragas, redução de doses de aplicação, e aumento da segurança ambiental.

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Contudo, atualmente ainda faltam dados mundiais sobre a eficácia dos nanopesticidas em comparação com os produtos convencionais e sobre seus efeitos ambientais. Assim, os editores acreditam que, apesar de seu uso promissor, é necessário estudar o possível impacto dos nanopesticidas no ambiente e nos organismos não-alvo e, conseqüentemente, na biodiversidade e na saúde humana.

A obra pretende contribuir para maior compreensão das características dos nanopesticidas,  avaliação de riscos, regulação, aplicação e marketing. O livro explora o desenvolvimento de nanopesticidas e de testes de sua atividade biológica contra organismos-alvo. Também abrange os efeitos dos nanopesticidas nos ambientes aquático e terrestre, juntamente com assuntos relacionados, incluindo destino, comportamento, mecanismos de ação e toxicidade. Além disso, analisa os riscos potenciais de nanopesticidas para organismos não-alvo, bem como questões regulatórias e perspectivas futuras.

Considerando esses fatos, foram discutidas algumas características recentes do desenvolvimento de nanopesticidas, aplicação e avaliação de toxicidade, organizados em 11 capítulos. Os capítulos 1-3 descrevem o uso de diferentes transportadoras para liberação de ingredientes ativos visando aplicações agrícolas. Os capítulos 4-6 descrevem alguns métodos usados para entender o destino e o comportamento dos nanopesticidas em plantas, solo e água. Os capítulos 3 e 6 discutem também sua potencial toxicidade e impactos no meio ambiente. Os capítulos 7 e 8 mostram potencial toxicidade de nanopesticidas e seus impactos no meio ambiente. Já os capítulos 9 e 10 fornecem uma visão geral dos aspectos de segurança ambiental e questões regulatórias. Finalmente, o capítulo 11 discute os aspectos comerciais dos nanopesticidas em produção agrícola.

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O livro pode ser adquirido pelo link da editora.

 

Fonte: Embrapa

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