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CNA debate oportunidades e desafios para o barter e para operações financeiras no agro

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Brasília (31/07/2020) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu na quinta (30), uma conversa ao vivo pelas redes sociais, para discutir as oportunidades e os desafios atuais relacionados às operações de barter e aos financiamentos no setor agropecuário.

Barter é uma operação financeira em que o produtor rural troca uma parcela da sua produção final por um pacote de insumos agropecuários, como fertilizantes e defensivos. A operação é realizada antes do plantio e permite ao produtor fazer uma venda antecipada da sua produção, definindo o preço da venda do seu produto já na época de aquisição dos insumos.

Segundo a assessora técnica da CNA, Fernanda Schwantes, que foi a moderadora do debate, os produtores que optam por esse tipo de operação negociam seus produtos agrícolas com cooperativas de produção, tradings e revendas em troca dos insumos.

“O principal instrumento de formalização dessas operações são as Cédulas de Produto Rural (CPRs), o que exige certos cuidados de ambas as partes no preenchimento e na formulação do contrato, especialmente com as mudanças trazidas pela Lei 13.986, a Lei do Agro”, disse.

A fundadora da Agroschool, Marina Piccini, afirmou que o Barter foi criado antes mesmo da CPR e, na época, as empresas buscavam essa alternativa para auxiliar o produtor na comercialização dos produtos, já que muitos ficavam expostos à volatilidade.

“Uma das vantagens dessa operação é que o produtor precisa calcular seus custos de produção para saber se a oferta que está sendo feita para ele se encaixa nas contas que ele deve pagar. Tem que ser uma relação de ganha-ganha, um benefício para todos os envolvidos”.

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Para o presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Ricardo Arioli, esse tipo de negociação tem sido muito utilizada e é uma forma de o produtor se proteger. “Em 2019, segundo o Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea), 47% da safra do estado foi financiada por sistema de troca”.

Outro tema da live foi a Lei 13.986/2020 (MP do Agro), que segundo a CNA, aprimora os modelos de financiamento privado para o agronegócio, melhora o ambiente de negócios para a atração de investimentos estrangeiros e possibilita o aumento da competição entre as instituições financeiras, ao possibilitar o acesso a equalização da taxa de juros, além dos bancos oficiais e das cooperativas de crédito.

Além disso, a Lei cria duas novas modalidades de garantia para as operações de crédito rural, o Fundo Garantidor Solidário (FGS) e o patrimônio de afetação, que possibilitará ao produtor segmentar a sua propriedade como garantia sem ser necessário fazer o desmembramento prévio dessa área.

“A lei trouxe importantes avanços para o setor. Entretanto, ainda nos preocupa os altos custos intrínsecos à contratação do crédito rural, como os registros cartorários de cédulas e garantias”, pontuou Fernanda Schwantes.

De acordo com o assessor jurídico da CNA, Rodrigo Kaufmann, uma das bandeiras da entidade é reduzir os custos cartorários. “Convivemos com valores muito acima do que o necessário para remunerar esses serviços. Infelizmente a redação da Lei do Agro não trouxe um teto para esses gastos, mas trouxe o registro eletrônico”.

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Com relação ao patrimônio de afetação, Kauffmann esclareceu que a Lei 13.986 não revoga os instrumentos e modelos de financiamento rural tradicionais, previstos em leis anteriores e aos quais o produtor rural já está acostumado.

“A nova lei foi elaborada e aprovada para ampliar o elenco dos mecanismos, ferramentas e alternativas de financiamento e de garantias à disposição do produtor, com objetivo final de obter crédito a um custo cada vez menor. Se o produtor quiser buscar o financiamento da maneira como fez até agora, ele poderá, uma vez que a Lei conservou todos esses instrumentos e as boas práticas que funcionam”.

Ainda sobre a Lei do Agro, Marina Piccini destacou as principais alterações para a Cédula de Produto Rural, como a definição dos produtos que podem ser objetos da CPR, quem está autorizado a emitir e a opção de emissão da CPR corrigida pela variação cambial.

“Soja, milho, café e algodão são produtos cotados em bolsas internacionais e os produtores exportadores estão habituados a negociar em dólar, mas faltava essa opção de variação cambial para que os investidores tivessem mais acesso a esse mercado”.

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Fonte: CNA Brasil

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Acaba de ser lançado livro sobre uso de nanotecnologia na agricultura

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O livro “Nanopesticides  from research and development to mechanisms of action and sustainable use in agriculture” acaba de ser lançado pela Editora Springer. Os editores são Leonardo Fraceto da Unesp, Vera Castro da Embrapa Meio Ambiente, Renato Grillo da USP,  Daiana Ávila da Universidade Federal  do Pampa e Renata Lima da Universidade de Sorocaba. 

A pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) Vera Castro, também participa do capítulo “Overview of Nanopesticide Environmental Safety Aspects and Regulatory Issues: The Case of Nanoatrazine“, de Felícia Pereira de Albuquerque, Ana Cristina Preisler, Leonardo Fraceto e Halley Caixeta Oliveira.

O trabalho é fruto de uma parceria com os pesquisadores envolvidos nessa área.

Os nanomateriais têm contribuído para a ciência e tecnologia agrícola em várias fases de produção e comercialização. O uso dos nanopesticidas pode auxiliar na redução dos efeitos nocivos ao meio ambiente. Seus benefícios podem incluir melhor estabilidade e maior eficácia do composto, permeabilidade e dispersão do ingrediente ativo, melhor direcionamento para espécies de pragas, redução de doses de aplicação, e aumento da segurança ambiental.

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Contudo, atualmente ainda faltam dados mundiais sobre a eficácia dos nanopesticidas em comparação com os produtos convencionais e sobre seus efeitos ambientais. Assim, os editores acreditam que, apesar de seu uso promissor, é necessário estudar o possível impacto dos nanopesticidas no ambiente e nos organismos não-alvo e, conseqüentemente, na biodiversidade e na saúde humana.

A obra pretende contribuir para maior compreensão das características dos nanopesticidas,  avaliação de riscos, regulação, aplicação e marketing. O livro explora o desenvolvimento de nanopesticidas e de testes de sua atividade biológica contra organismos-alvo. Também abrange os efeitos dos nanopesticidas nos ambientes aquático e terrestre, juntamente com assuntos relacionados, incluindo destino, comportamento, mecanismos de ação e toxicidade. Além disso, analisa os riscos potenciais de nanopesticidas para organismos não-alvo, bem como questões regulatórias e perspectivas futuras.

Considerando esses fatos, foram discutidas algumas características recentes do desenvolvimento de nanopesticidas, aplicação e avaliação de toxicidade, organizados em 11 capítulos. Os capítulos 1-3 descrevem o uso de diferentes transportadoras para liberação de ingredientes ativos visando aplicações agrícolas. Os capítulos 4-6 descrevem alguns métodos usados para entender o destino e o comportamento dos nanopesticidas em plantas, solo e água. Os capítulos 3 e 6 discutem também sua potencial toxicidade e impactos no meio ambiente. Os capítulos 7 e 8 mostram potencial toxicidade de nanopesticidas e seus impactos no meio ambiente. Já os capítulos 9 e 10 fornecem uma visão geral dos aspectos de segurança ambiental e questões regulatórias. Finalmente, o capítulo 11 discute os aspectos comerciais dos nanopesticidas em produção agrícola.

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O livro pode ser adquirido pelo link da editora.

 

Fonte: Embrapa

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