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Capacitação em Fruticultura Tropical: chegou a vez da pitaya

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O tema da próxima edição do evento Capacitação em Fruticultura Tropical será uma fruta ainda pouco conhecida da população, mas de elevado potencial para os mercados interno e externo: a pitaya. A palestra técnica Pitayas: melhoramento genético e sistemas de produção será realizada na próxima terça-feira (30) e ficará a cargo do pesquisador Fábio Faleiro, da Embrapa Cerrados. A transmissão será pelo canal da Embrapa no Youtube e pela página da Embrapa Cerrados no Facebook, a partir das 9h.

Na palestra, serão abordadas as principais espécies com importância ou potencial comercial, os diferentes sistemas de produção, práticas culturais importantes, orientações sobre irrigação e adubação e aspectos ligados a pragas e doenças. O pesquisador também fará um breve histórico das pesquisas com pitayas na Embrapa e abordará as diferentes etapas do melhoramento genético da fruta para desenvolvimento de cultivares geneticamente superiores, a importância do fortalecimento dessa cadeia produtiva, além de repassar informações sobre as propriedades funcionais (benéficas para a saúde) desse fruto cuja polpa é rica em antioxidantes e fibras com excelentes qualidades digestivas e de baixo teor calórico.

Na Embrapa Cerrados, as pesquisas relacionadas às pitayas começaram ainda na década de 1990, com a implantação do primeiro banco ativo de germoplasma do Brasil. Foram realizados trabalhos de melhoramento genético de diferentes espécies de pitaya e também de ajustes no sistema de produção.

“Nosso objetivo, no melhoramento genético, é selecionar cultivares de pitayas mais produtivas, com excelentes características físicas e químicas dos frutos e adaptadas às diferentes regiões do Brasil”, explica Faleiro. Segundo ele, nos últimos anos, foram desenvolvidas cinco cultivares que estão em processo de registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Essas cultivares desenvolvidas estão sendo validadas em condições comerciais por meio de parcerias com empresas estaduais de pesquisa e extensão rural e também com o setor produtivo. “Em cada região do Brasil, existem sistemas de produção convencionais e orgânicos que estão permitindo a produção de pitayas de alta qualidade. Os resultados dos trabalhos de validação das cultivares são muito animadores. Cultivares geneticamente superiores estão sendo desenvolvidas, assim como, sistemas de produção sustentáveis do ponto de vista econômico, social e ambiental estão sendo recomendados para fruticultores do Rio Grande do Sul até Roraima”, afirmou o pesquisador Fábio Faleiro, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados e coordenador do evento.

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Segundo ele, os frutos das pitayas apresentam características diversificadas de acordo com a espécie, dentre as quais podem ser citadas Selenicereus undatus (Haw.) D.R.Hunt (frutos grandes com casca vermelha e polpa branca), Selenicereus costaricensis (F.A.C.Weber) S.Arias & N.Korotkova ex Hammel (frutos médios com casca vermelha e polpa vermelha), Selenicereus megalanthus (K.Schum. ex Vaupel) Moran (frutos médios com casca amarela com espinhos e polpa branca) e Selenicereus setaceus (Salm-Dyck ex DC.) A.Berger ex Werderm (frutos pequenos com casca vermelha com espinhos e polpa branca).

Nativa das Américas, as pitayas (também conhecidas como dragon fruit ou fruta do dragão) são cultivadas e exportadas principalmente pela Colômbia e pelo México, sendo que o Japão é o principal importador da fruta. No Cerrado, existem algumas espécies de pitaya nativas, como a minipitaya-vermelha, também conhecida como “saborosa”.

Segundo Faleiro, o objetivo é fortalecer a cadeia produtiva das pitayas no Brasil. “A integração de esforços entre Embrapa, universidades, empresas estaduais de pesquisa e extensão rural, agentes públicos e privados é um caminho importante para otimizar e fortalecer as necessárias ações de pesquisa, desenvolvimento, transferência de tecnologia e inovação das pitayas nas diferentes regiões do Brasil”, enfatizou.

Programação já concluída

A Capacitação em Fruticultura Tropical é uma realização da Embrapa Cerrados, Emater-DF e Superintendência Federal de Agricultura DF (Mapa), em parceria com Emater-MG, Emater-GO, Senar e da Rota da Fruticultura da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride).

A primeira palestra técnica da Capacitação teve o tema Maracujá: cultivares, sistemas de produção e mercado, realizada em 15 de junho pelo pesquisador Fábio Faleiro, da Embrapa Cerrados. A segunda foi Citros: do plantio à colheita, ministrada pelo pesquisador Eduardo Girardi, da Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA) em 29 de junho. 

Mercado e a comercialização de frutas frescas e processadas foram apresentados por Ana Maria Costa, pesquisadora da Embrapa Cerrados, no dia 13 de julho. A quarta palestra ocorreu no dia 27 de julho com o pesquisador João Dimas Maia, da Embrapa Uva e Vinho (RS), que falou sobre Uvas de mesa: cultivares, sistemas de produção e mercado. 

No dia 10 de agosto, foi abordado o tema Uvas para vinho e suco: mercado, agregação de valor e perspectivas pelo pesquisador Giuliano Pereira, da Embrapa Uva e Vinho (RS). No dia 20, o pesquisador Luís Eduardo Corrêa Antunes, da Embrapa Clima Temperado (RS), apresentou conteúdos sobre Frutas vermelhas: sistema de produção de morango, mirtilo e amora-preta. 

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No dia 08 de setembro, o assunto tratado foi Frutas temperadas: sistema de produção em ambiente tropical, com o pesquisador Paulo Lopes, da Embrapa Semiárido (PE). No dia 21 de setembro, o tema foi Cultivo orgânico: sistemas de produção na fruticultura, com o pesquisador Raul Rosa, da Embrapa Agrobiologia.

No dia 5 de outubro o tema tratado foi Fruteiras Nativas: propagação e domesticação, com o pesquisador Ailton Pereira, da Embrapa Cerrados. No dia 26 de outubro o tema foi o cultivo da banana com o pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura, Edson Perito Amorim.

No dia 03 de novembro o assunto foi o cultivo comercial do abacate, com o pesquisador da Embrapa Cerrados Tadeu Graciolli. E a última palestra foi realizada pelo mesmo pesquisador no dia 16 de novembro e o assunto foi Goiaba: instruções técnicas para o cultivo comercial.

Também estão agendadas as seguintes palestras, sempre às 9h:
Abacaxi: cultivares, sistemas de produção e mercado – Aristóteles de Matos – Embrapa Mandioca e Fruticultura) – 14 de dezembro
Manga: instruções técnicas para cultivo comercial – Tadeu Graciolli (Embrapa Cerrados) – 18 de janeiro de 2022
Mamão: sistema de produção no Cerrado – Nilton Junqueira (Embrapa Cerrados) – 1 de fevereiro de 2022
Anonáceas: sistema de produção no Cerrado – Nilton Junqueira (Embrapa Cerrados) – 15 de fevereiro de 2022
Pêssego: pesquisa, inovação e produção em clima tropical de altitude – Maria do Carmo Raseira (Embrapa Clima Temperado) – 1 de março de 2022
Açaí: cultivares, sistemas de produção e mercado – João Tome de Farias Neto (Embrapa Amazônia Oriental) – 15 de março de 2022
Cacau: cultivares, mercado e sistema de produção no Cerrado – Paulo Cesar Lima (pesquisador UMIPI Cacau) – 29 de março de 2022
Melão e melancia: cultivares, sistema de produção e mercado – Jony Yuri (pesquisador da Embrapa Semiárido) – 12 de abril de 2022.

Todas as palestras estão sendo gravadas e disponibilizadas no canal da Embrapa no Youtube e também na homepage da Embrapa Cerrados para acesso gratuito.

Serviço:

Pitayas: melhoramento genético e sistemas de produção
Quando: 30 de novembro, às 9h
Onde: Canal da Embrapa no Youtube

Fonte: Embrapa

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Avança cooperação da Embrapa com a República Dominicana

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Parceria vai englobar pesquisas para prevenção e controle da Peste Suína Africana e florestas

Em visita à Embrapa no dia 25/11, o Ministro do Meio Ambiente da República Dominicana, Orlando Jorge Mera, reforçou o interesse do país em firmar cooperação com a Embrapa em duas áreas principais: florestas e controle e prevenção da Peste Suína Africana (PSA). Ele estava acompanhado do Ministro Conselheiro da Embaixada da República Dominicana no Brasil, Marino Castillo e foi recebido pela diretora de Inovação e Tecnologia, Adriana Martin, e pelo pesquisador e assessor da Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento, Alexandre Amaral.

O Ministro visitou a Embrapa Florestas no dia anterior, 24/11, e ficou muito interessado em intercambiar material genético para o desenvolvimento de pesquisas na área florestal, especialmente com foco na parte de recuperação de áreas degradadas. Segundo Mera, a República Dominicana ainda possui 42% de área florestal nativa, mas alguns países vizinhos, como o Haiti, tem apenas 1%.

Além disso, a República Dominicana é um dos poucos dos 32 países do Caribe que possui um banco genético expressivo de sementes. “Um dos nossos principais interesses nessa cooperação é capacitar os nossos técnicos e pesquisadores na Embrapa, considerando a expertise da Empresa nessa área”; pontuou. O Ministro acrescentou ainda que a parceria vai beneficiar não apenas a República Dominicana, mas as nações vizinhas.

Na verdade, essa já é a segunda reunião entre autoridades diplomáticas e governamentais do país caribenho com a diretoria da Embrapa. Na primeira, quando o diretor de P&D, Guy de Capdeville, visitou a Embaixada, foi combinada a realização de um workshop conjunto entre os dois países para discutir as linhas de cooperação. O workshop, que acontecerá de forma virtual e vai reunir especialistas dos dois países, ainda não tem data definida, mas já está em fase final de organização, como garantiu Alexandre Amaral.

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A discussão da cooperação entre Brasil e República Dominicana deve abranger, pelo menos, cinco áreas prioritárias, que são: plantios florestais, patologias de bananas, fruticultura tropical, tecnologia reprodutiva em ruminantes e a definição de um modelo de pesquisa e desenvolvimento da agropecuária para o país caribenho, baseado no do Brasil. Mas, no momento, a prioridade é o desenvolvimento de ações pontuais para controle da PSA. Na ocasião, o diretor destacou a expertise da equipe da Embrapa Suínos e Aves nesse sentido, especialmente a partir de vacinas e protocolos sanitários para evitar que a doença se dissemine no país e nas Américas, inclusive no Brasil onde é considerada erradicada.

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Visita à Embrapa Florestas

Antes de visitar a Sede, na quarta-feira, 24/11, o Ministro e sua equipe estiveram na Embrapa Florestas, onde a conversa foi sobre cooperação em pesquisas com Pinus caribaea, espécie florestal nativa na República Dominicana, introduzida no Brasil e cultivada pelo setor de base florestal para produção de madeira para serraria e resina. Na República Dominicana, essa espécie é utilizada também para proteção ambiental. “Nossa cobertura florestal é de 42%. Nossa missão é trabalhar e aumentar a capacidade florestal para garantir o recurso água, que é de vital importância para o presente e futuro do país”, salientou o Ministro.

O Chefe Geral da Embrapa Florestas, Erich Schaitza, acredita na possibilidade de cooperação. “Temos muito conhecimento em plantios florestais, podemos ajudá-los em vários aspectos tecnológicos. Eles têm materiais selvagens que poderiam ser introduzido e enriquecer a base genética de materiais já usados aqui”.

Se houver interesse empresarial, essa cooperação pode ser feita também com integração e alinhamento aos trabalhos realizados pelo Funpinus, que é um fundo cooperativo que envolve a Embrapa Florestas e empresas florestais que trabalham em conjunto para o melhoramento genético de pínus para uso em serrarias e resinagem.

Além da reunião, o Ministro e sua equipe visitaram o Laboratório de Entomologia Florestal da Unidade, onde conheceram o programa de controle à vespa-da-madeira, principal praga de pínus no Brasl; e um plantio de um híbrido de Pinus caribaea com Pinus elliottii implantado no campo experimental da Unidade há cerca de 30 anos.

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Fonte: Embrapa

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