RONDONÓPOLIS

AGRONEGÓCIO

ARTIGO

Publicados

em

Fortalecimento Institucional

ARTIGO

BR 163, rodovia da morte até quando?

19/05/2022

Fernando Cadore

Não dá mais para acompanhar calado a situação crítica da BR 163, que é uma das principais rodovias de Mato Grosso, mas que infelizmente se tornou a Rodovia da Morte. Acompanhei perplexo, nesta semana, um grave acidente entre uma carreta e um ônibus que vitimou oito pessoas no trecho próximo a Sorriso. 

Mais do que números estatísticos, são pessoas que tiveram vidas e sonhos abreviados. Então, independente do comportamento dos condutores, precisamos destacar a condição precária da rodovia que já não é mais um “mal anunciado”, mas, sobretudo, um “mal reiterado”. Então, pergunto, até quando?  

Segundo uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Transporte (CNT), foram registrados 612 acidentes na BR 163 ao longo do ano de 2021, mais de um acidente por dia, com um total de 75 vidas perdidas. Portanto, não se tratam de casos isolados, mas de repetidas tragédias constantes que exigem respostas rápidas e efetivas. 

A origem desse problema é conhecida: a corrupção. É de conhecimento que a empresa que detém a concessão foi alvo da operação Lava Jato e viu frustrada sua principal fonte de recursos de longo prazo, o BNDES. No entanto, seria leviano atribuir as consequências atuais às investigações que geraram a prisão de poderosos em uma proporção nunca antes vista na história desse país. 

Leia Também:  OVOS/CEPEA: Preço sobe em junho e sustenta poder de compra frente ao milho

Por sua vez, as dezenas de mortes devem sim ser colocadas na conta daqueles que administram os negócios, agiam de má-fé, ou ainda, que podendo interromper a ação delituosa da empresa não o fizeram. Pessoas que se beneficiaram de esquemas e trocas de “favores pecuniários” e que sem dúvida estão com as mãos sujas de sangue.

Apesar de a norma penal permitir o estabelecimento de um acordo de reparação para as empresas, a “leniência moral” nunca será dada a eles por nós, cidadãos de bem.  Chegamos a um impasse, já que o procedimento padrão adotado não tem se mostrado adequado. 

Recentemente, a empresa concessionária fez o pedido de devolução formal do trecho e há quem admita uma nova licitação dentro de dois anos, mas este é um tempo demasiadamente longo para aqueles que trafegam diariamente pela rodovia e que temem vir a compor essa nefasta estatística.

Não podemos mais ficar quietos diante da burocracia do Estado, o que tem resultado em tantos acidentes e mortes. A questão seguinte é, o que podemos fazer? 

Para a imperiosa necessidade de duplicação da BR-163, cada dia é contado em vidas, e cada processo administrativo vai ser fundamental para reduzirmos o tempo necessário para que outra empresa assuma o trecho e implemente as melhorias importantes para a segurança das pessoas que precisam transitar na rodovia. 

Leia Também:  Novo chefEmbrapa Cocais tem novo chefe-geralovação maranhense

Considerando que tecnicamente estamos diante de uma situação anômala, a resposta precisa estar na soma dos melhores esforços dos órgãos competentes, entre eles, a Corte de Contas, o Ministério Público, os poderes Judiciário, Legislativo e Executivo. 

Se cada indivíduo que interage direta ou indiretamente com esse processo tiver a consciência de que suas atitudes estão intimamente conectadas ao resultado e ao número de vidas perdidas tragicamente, poderemos vislumbrar uma luz no fim desse túnel. 

Como cidadão, venho a público fazer um apelo para que se possa construir uma ação rápida, por meio de um elo entre todos os entes da cadeia decisória. Só assim poderemos oferecer a resposta esperada pela sociedade.

Não é uma questão simples, o que vai exigir protagonismo daqueles que estão conduzindo o processo. Temos que sair da condição de paralisia, de passividade, e caminhar rapidamente para a ação! 

Fernando Cadore, produtor rural e presidente da Aprosoja Mato Grosso

Fonte: Fernando Cadore

Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215 Email: [email protected]

Fonte: APROSOJA

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Integração Lavoura-Pecuária-Floresta com grão-de-bico é tema de dia de campo no próximo dia 15 no DF

Publicados

em

A Embrapa e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) realizam no dia 15 de julho, a partir das 9h, dia de campo sobre o grão-de-bico em sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) na Embrapa Hortaliças, em Brasília (DF). O evento é gratuito e aberto aos interessados, que devem se inscrever preenchendo o formulário on-line.

O dia de campo contará com três estações, apresentadas por especialistas do MAPA e pesquisadores e analistas da Embrapa Cerrados (DF) e da Embrapa Hortaliças:

– Conceito de ILPF – Luiz Adriano Cordeiro e Luiz Carlos Balbino (Embrapa Cerrados)

– Agricultura de Baixo Carbono e Sistema Plantio Direto de Hortaliças – Elvison Ramos (MAPA) e Marcos Brandão Braga (Embrapa Hortaliças)

– Custos de implantação e potencial da cultura do grão-de-bico – Júlio Cesar dos Reis (Embrapa Cerrados) e Warley Marcos Nascimento (Embrapa Hortaliças)

A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) é uma estratégia de produção na qual são utilizados diferentes sistemas produtivos, agrícolas, pecuários e florestais numa mesma área na propriedade. Pode ser feita em cultivo consorciado, em sucessão ou em rotação, de forma que haja benefício mútuo para todas as atividades. 

Leia Também:  ETANOL/CEPEA: Preços caem mais de 8% em junho

Essa forma de sistema integrado busca otimizar o uso da terra, elevando os patamares de produtividade em uma mesma área, com uso racional dos insumos, diversificando a produção e gerando mais renda e emprego – tudo isso de maneira ambientalmente correta, com baixa emissão de gases causadores de efeito estufa ou mesmo com mitigação desses gases.

O grão-de-bico é uma das mais importantes leguminosas cultivadas, sendo a segunda mais consumida no mundo, atrás apenas da soja. Pode ser cultivado sob diversos climas, desde o subtropical até o árido e semiárido das regiões mediterrâneas. É originário da região sudeste da Turquia, de onde foi levado para a Índia e a Europa e introduzido no Brasil por imigrantes espanhóis e do Oriente Médio. Mas a produção nacional ainda é pequena, levando o País a importar quase a totalidade que consume, principalmente da Argentina e do México. 

Há uma grande demanda pelo grão-de-bico devido ao elevado teor de proteína. Os brotos podem ser consumidos como vegetais ou em saladas, e os grãos podem ser consumidos verdes, secos e fritos, torrados e cozidos na forma de lanches, doces e condimentados. Os grãos podem, ainda, ser moídos sob a forma de farinhas e utilizados em sopas, pastas e para fazer pães. Quando preparados com sal, pimenta e limão, podem ser servidos como acompanhamentos. 

Leia Também:  Congresso Nacional da Bioenergia discutirá práticas de produção sustentáveis

Serviço

Dia de Campo Integração Lavoura-Pecuária-Floresta com grão-de-bico
Data: 15 de julho de 2022
Horário: 9h
Local: Embrapa Hortaliças – Rodovia BR 060 km 9 – Brasília (DF) – veja a localização no Google Maps: https://goo.gl/maps/8ZWae3ms53fUUZ3HA
Informações: [email protected] 

Fonte: Embrapa

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RONDONÓPOLIS

mato grosso

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA