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Agro pelo Brasil debate organização social do produtor e impactos da NR 31 para o setor

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Brasília (20/11/2020) – A quarta edição do projeto Agro pelo Brasil começou na sexta (20) com debates sobre a importância da organização social do produtor e a atualização da NR 31 e impactos para o setor, entre outros temas de interesse do agro.

A iniciativa do Sistema CNA/Senar envolveu as cidades de Brasília (DF), Salvador (BA), Goiânia (GO), Itapetinga (BA) e Ipameri (GO).

O primeiro assunto foi discutido pelo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), Humberto Miranda, pela secretária executiva do Instituto CNA, Mônika Bergamaschi, e pelo gerente sindical da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Vitor Hugo Duarte.

Humberto Miranda destacou que a organização social é fundamental para o desenvolvimento socioeconômico. Em sua opinião, o associativismo, o cooperativismo e o sindicalismo permitem a construção de soluções coletivas, maior representatividade e melhores condições de comercialização, entre outros benefícios.

“Os pequenos e médios produtores têm dificuldades que limitam o acesso a tecnologias, assistência técnica e mercados. Quando temos uma cooperativa, uma associação ou um sindicato, isso chega com mais facilidade e a custos mais acessíveis. É um fator decisivo para o sucesso na atividade”, afirmou.

Como exemplo, o presidente da Faeb citou a Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc), que com apoio do projeto Agro.BR, exportou produtos para a Alemanha recentemente.

Para Mônika Bergamaschi, a união traz bons resultados quando existe organização, orientação e liderança dos grupos. Ela acredita que a pandemia reforçou a importância desse formato de trabalho e que iniciativas como a plataforma de comércio eletrônico e a Feira Segura, desenvolvidas pela CNA, deverão ser ainda mais valorizadas.

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“Quando os produtores estão organizados, eles podem participar de programas de venda do governo, de programas de subsídios para receber recursos e agregar valor aos seus produtos, acessar mercados e criar volume de negociação. A organização bem feita, direcionada, com liderança e objetivo, sempre trará benefícios para todos os seus representados”, disse a secretária executiva do Instituto CNA.

Vitor Hugo Duarte falou sobre os diversos serviços oferecidos pelos sindicatos rurais para os produtores, como assessoria jurídica, contábil e técnica, e da importância desse tipo de organização para as conquistas que o setor agropecuário vem obtendo nos últimos anos.

NR 31 – A atualização da Norma Regulamentadora (NR) 31 e os impactos para o setor foram analisados pelo assessor jurídico da CNA, Rodrigo Hugueney. A norma trata sobre segurança e saúde no trabalho na agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aquicultura.

Segundo ele, o novo texto simplificou as regras, trouxe especificações para o campo e aprimorou pontos como o uso de áreas de vivência e o reaproveitamento de treinamentos para funcionários em um intervalo de dois anos, entre outros.

“Uma das principais vantagens foi trazer mais clareza e segurança jurídica para o produtor. Isso vai reduzir o número de autuações que aconteciam e permitir mudanças que representam um ganho enorme no dia a dia da propriedade”, declarou.

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Rodrigo Hugueney

No quadro AgroUp, foram apresentados o software BeefTrader, que monitora o desempenho do gado e indica o melhor momento para o produtor comercializar os animais, e o fertilizante orgânico Agroper, produzido com esterco de suíno e serragem de eucalipto.

O coordenador de Produção Agrícola da CNA, Maciel Silva, falou sobre os alimentos transgênicos no Agro Mitos.

As atrações culturais do dia foram as cantoras Josiely Ribeiro de Deus e Raíssa Xavier, de Itapetinga, e a dupla Zé Milton e Eduardo e Chico Violeiro, de Ipameri, no Talentos da Nossa Terra. O quadro Do Rural à Mesa trouxe uma receita de carne de sol com pirão de leite.

A programação segue amanhã com discussões sobre o potencial da produção de carne de qualidade; o uso de tecnologias sustentáveis – integração, lavoura, pecuária e floresta; a equideocultura para a saúde, esporte e lazer e o Projeto Forrageiras para o Semiárido.

A transmissão ocorre de forma virtual, pelo portal agropelobrasil.com.br. Para receber notícias do evento e enviar perguntas aos convidados é necessário se inscrever no site do Agro pelo Brasil. O público pode participar enviando vídeos, áudios ou textos através do WhatsApp (61) 99884-1499.

Assista a programação completa aqui

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Fonte: CNA Brasil

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CNA defende rastreabilidade para cadeia do feijão

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Brasília (24/11/2020) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) debateu, na terça (24), a importância das inovações tecnológicas para o agro e defendeu a rastreabilidade vegetal como um caminho para o desenvolvimento da cadeia produtiva do feijão.

O assunto foi tema da reunião da Câmara Setorial de Feijão e Pulses do Ministério da Agricultura, que discutiu as inovações que estão sendo desenvolvidas pelo ministério e pela Embrapa.

“Apoiamos várias ações para fortalecer a cadeia e abrir mercado lá fora porque entendemos que o feijão é uma opção boa para o produtor diversificar a renda”, afirmou o assessor técnico da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Fábio Carneiro.

O técnico falou sobre o sistema de rastreabilidade Agri Trace Vegetal que foi criado pela confederação e hoje atende as cadeias de hortaliças e frutas. Segundo ele, a intenção da entidade é ampliar a tecnologia para o setor de feijão e pulses.

“Ele é feito para pequenos agricultores e é o mais barato do mercado. Temos feito contato com outros setores para melhorar o aplicativo e gerar a credibilidade que a cadeia do feijão precisa.”

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A coordenadora-geral da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa, Sibelle de Andrade Silva, apresentou as diretrizes de inovação para o agro, que segundo ela, abrangem agregação de valor, bioeconomia, sustentabilidade, aprendizagem virtual, conectividade e foodtech.

“Com o crescimento populacional, a produção agrícola precisa crescer em quantidade e qualidade. Não basta ter políticas públicas para erradicar a fome, mas também o déficit nutricional, e as cadeias que lidam principalmente com proteína de origem vegetal tem um papel muito relevante nesse sentido”, afirmou.

Sibelle ressaltou que a organização da cadeia e a rastreabilidade para o feijão é fundamental e que o ministério deve buscar acelerar o desenvolvimento dessas tecnologias junto ao setor produtivo.

“A rastreabilidade para o feijão é um dos itens mais urgentes e podemos unir esforços com a CNA nesse sentido também e repetir a parceria bem sucedida como no lançamento do ID agro para máquinas agrícolas.”

A pesquisadora da Embrapa Arroz e Feijão, Luciene Fros Camarano de Oliveira, falou sobre o aplicativo Doutor Feijão, criado pela empresa para aproximar os produtores das soluções tecnológicas. 

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A ferramenta auxilia técnicos e agricultores, trazendo informações sobre o desenvolvimento da planta e o manejo e pragas e doenças, entre outras e também disponibiliza publicações, identifica parceiros para aquisição de sementes e coloca o produtor em contato direto com a Embrapa.

O presidente da câmara setorial, Roberto Queiroga, ressaltou que todas as inovações tecnológicas apresentadas vão contribuir para ampliar a cadeia dentro e fora do país, melhorar as sementes e dar visibilidade aos processos e a todos os elos da cadeia produtiva.

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Fonte: CNA Brasil

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