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Ação de avicultura caipira do SENAR Rio se integra a comemoração do Dia da Consciência Negra nos Quilombos de Sobara e Maria Joaquina

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Através do Programa Especial Mulheres Rurais Quilombolas, uma realização do SENAR Rio de Janeiro, Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro, Ministério Público do Trabalho (através do Projeto Ação Integrada), SEASDH (Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos),  ITERJ,  Emater-Rio, e outras instituições, foram realizadas as primeiras ações nos Quilombos de Sobara (Araruama) e Maria Joaquina (Cabo Frio), em parceria com o Sindicato Rural de Araruama, na semana de comemoração do Dia da Consciência Negra.

As turmas de avicultura caipira deram início a programação de ações realizadas pelo SENAR Rio de Janeiro e o Sindicato Rural, com o objetivo de aperfeiçoar as atividades rurais realizadas nos quilombos.

O instrutor Renato Queiroz explicou o objetivo dos treinamentos:

O treinamento de avicultura caipira busca aperfeiçoar a criação, buscando proporcionar maiores condições para uma criação sustentável e eficiente economicamente. Nos quilombos, as possibilidades de adaptarmos comedouros em bambus gigantes e bebedouros de garrafas pets e outras técnicas, podem ser alternativas baratas e eficientes para melhorar a produção de animais e ovos, que são importantes na alimentação da comunidade e também na comercialização.”

 No início das aulas, foi promovido um café da manhã para os participantes com a presença da coordenação do Programa, outras autoridades e as lideranças quilombolas em comemoração à data, que este ano, devido a Pandemia, foi menor e seguindo as recomendações de segurança.

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O Programa em estruturação conta com a programação de outras ações do SENAR Rio de Janeiro, como horta caseira, coleta de aroeira, Mulheres em Campo, Saúde da Mulher Rural, entre outros eventos a serem integrados a outras ações dos parceiros.

Para saber mais, acesse www.senar-rio.com.br.

Fonte: CNA Brasil

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Controle da verminose em ovinos vai além da vermifugação

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O controle da verminose nos ovinos nem sempre é simples, mas algumas medidas podem ser eficazes na prevenção e redução dos casos na propriedade.

Ovinos e caprinos são susceptíveis aos vermes em todas as suas fases de produção. A verminose é um problema grave e muitos produtores acabam desistindo da atividade por conta dos prejuízos. De acordo com a pesquisadora Simone Niciura, da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos – SP), isso acontece porque é o problema sanitário mais frequente nas criações. “Quando não é controlada, ocorrem altas taxas de mortalidade nos rebanhos, principalmente dos cordeiros ou de raças mais sensíveis ou menos adaptadas aos trópicos. Além disso, há perdas produtivas, causadas pela diminuição no ganho de peso e no crescimento dos animais e queda na produção”, explica a pesquisadora.

O controle é ineficaz, na maioria dos casos, porque a estratégia utilizada é baseada sobretudo no tratamento com vermífugos. No entanto, com o passar do tempo, os vermes adaptam-se e tornam-se resistentes, principalmente pelo uso frequente e inadequado desses produtos.

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Diferentes medidas podem ser utilizadas pelos ovinocultores para reduzir os casos de verminose na fazenda. O uso de ovinos mais resistentes é uma opção. “Esses animais toleram maior carga parasitária e não apresentam as mesmas perdas produtivas observadas nos ovinos mais sensíveis aos vermes. Isso pode ser obtido pela identificação e seleção de animais mais resistentes (e descarte de ovinos mais sensíveis), assim como pelo uso de raças mais resistentes na criação de animais puros ou para os cruzamentos”, conta Simone.

Outra maneira é a redução da contaminação das pastagens por meio da roçada para exposição dos parasitas ao sol, aumento do intervalo de tempo até a utilização do pasto novamente e, ainda, uso da pastagem para criação de outra espécie animal antes da nova introdução de ovinos. 

A nutrição também é importante. O produtor precisa fornecer alimentação adequada à necessidade de cada categoria. Animais com dieta precária ficam mais vulneráveis ao agravamento dos sintomas causados pela verminose.

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A pesquisadora recomenda que os pecuaristas tenham cautela e façam a vermifugação apenas dos ovinos que realmente precisam ser tratados, ao invés de tratar todo o rebanho indiscriminadamente. Segundo ela, além disso, para que os vermífugos continuem a funcionar por um período maior, antes que os vermes desenvolvam resistência, deve-se utilizá-los de maneira correta. É essencial a identificação dos animais e o controle dos ovinos vermifugados. A dose do anti-helmíntico depende do peso e da indicação do fabricante, seguindo as recomendações da bula. O ideal é que o produtor tenha uma balança na propriedade para evitar super ou subdosagem. Dessa forma, a resistência no rebanho pode ser adiada e as perdas produtivas reduzidas.

Fonte: Embrapa

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