AGRONEGÓCIO

​Senar-AR/AM realiza aula inaugural dos cursos técnicos em agronegócio e fruticultura no Amazonas

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O Senar-AR/AM, por meio da Coordenação do Rede e-Tec no Amazonas, promoveu, nesta segunda-feira (5), aula inaugural dos cursos técnicos em agronegócio e fruticultura no Amazonas. Além da turma do curso técnico em agronegócio já em execução no município de Itacoatiara, foi dado início, por meio da cerimônia, ao período letivo das novas turmas de curso técnico em agronegócio (polo Manaus) e fruticultura (polo Itacoatiara).

Na ocasião, o presidente do Sistema Faea Senar Fundepec/AM, Muni Lourenço, enfatizou a importância dos cursos técnicos dentro das atividades desenvolvidas pelo Senar-AR/AM pois, de acordo com ele, os segmentos abordados dentro dos cursos (agronegócio e fruticultura) têm um grande potencial no Amazonas.

“Nosso setor rural precisar crescer muito. Temos um mercado consumidor extremamente demandante de alimentos e essa oportunidade de educação que o Senar está disponibilizando com esses cursos técnicos certamente darão oportunidades no mercado de trabalho para esses alunos, seja como profissionais da área técnica seja como empreendedores”, destacou.

Segundo Lourenço, a aposta é grande para que os cursos proporcionem uma contribuição para o desenvolvimento do setor primário. “Estamos formando recursos humanos, mão de obra qualificada pra essas atividades. Da nossa parte, daremos o melhor suporte possível para que os alunos tenham a melhor qualidade de ensino”, completou.

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Além de Muni Lourenço, participaram da cerimônia, a superintendente do Senar-AR/AM, Jeyn’s Alves, a Gerente Técnica do Senar-AR/AM, Susianne Mar, a pedagoga e coordenadora da Rede e-Tec no Amazonas, Ana Pimenta, a secretária escolar do Senar-AR/AM, Danielle Garcia, o presidente do Sindicato Patronal Rural e polo de apoio em Itacoatiara, Alcemir Lima e a auxiliar de secretaria do polo de apoio em Itacoatiara, Soraia Cordovil. Também estiveram presentes colaboradores do Senar-AR/AM e alunos das turmas dos cursos técnicos.


Cursos Técnicos

O curso técnico em Agronegócio é focado nos procedimentos de gestão e de comercialização. Foram oferecidas 1.765 vagas, em 71 polos de apoio presencial do Senar em todo o País. A carga horária total é de 1.230 horas distribuídas em dois anos. Desse total, 20% da são aulas teóricas, atividades práticas e avaliações. Já o curso técnico em Fruticultura ofereceu 950 vagas no Brasil distribuídas em 34 polos de ensino. A carga horária é de 1.350 horas, divididas em dois anos e meio.

Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Artigo – Cobertura plástica do solo e irrigação podem reduzir a mão de obra e incrementar a produtividade da mandioca

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Jorge Cesar dos Anjos Antonini, pesquisador da Embrapa Cerrados
Breno Lobato, jornalista da Embrapa Cerrados

Um grande problema enfrentado pelos produtores de mandioca de mesa é o controle de plantas invasoras, especialmente na época de chuvas, quando a presença dessas plantas aumenta de forma significativa. Como ainda não existem herbicidas registrados para folhas largas, específicos para a cultura da mandioca, essas invasoras precisam ser removidas por meio de capina. No período chuvoso, o rebrote dessas plantas é mais intenso, e a demanda por serviço de capina acaba por ser ainda maior, onerando a produção com o custo de mão de obra.

Em casos em que a lavoura não for mantida limpa, nos primeiros 120 dias após o plantio, a presença de plantas daninhas poderá afetar negativamente a produtividade de raízes. Passado esse período, continua importante a manutenção da lavoura no limpo para o melhor aproveitamento de nutrientes, de água e de insolação pela planta, bem como a facilidade de tratos culturais e de colheita.

O uso de cobertura de solo com filme plástico, tecnologia bastante comum em hortaliças e que auxilia na manutenção da umidade, na diminuição da erosão e na melhoria da qualidade biológica do solo, também pode contribuir para o controle de plantas daninhas, levando à diminuição da mão de obra. 

A irrigação é outra tecnologia que vem apresentando resultados satisfatórios para a cultura, mesmo sendo a mandioca reconhecida pela elevada tolerância à seca. Entretanto, poucas pesquisas têm sido desenvolvidas visando à determinação dos efeitos da cobertura do solo, da irrigação e da combinação de ambas, no desenvolvimento da cultura. 

Um estudo conduzido pela Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF), buscou justamente determinar a influência da irrigação e da cobertura plástica do solo no desempenho agronômico de um cultivar de mandioca de mesa – o BRS 399, da Embrapa, que apresenta precocidade e elevado desempenho agronômico na região do Distrito Federal. 

O trabalho indica que o uso das tecnologias de irrigação e de cobertura plástica do solo, de forma isolada ou conjunta, proporcionam acréscimos consideráveis à produtividade de raízes e de parte aérea da mandioca. A utilização individual de irrigação e de cobertura plástica do solo proporcionaram aumentos de produtividade de raízes de 55% e 13%, respectivamente. E quando utilizadas em conjunto, a produtividade de raízes aumentou 89% e a da parte aérea 197%.

Os experimentos foram conduzidos por duas safras (2015/2016 e 2016/2017), com o plantio feito em canteiros. Utilizou-se o sistema de irrigação por aspersão convencional e, para a cobertura do solo, filme de plástico opaco de polietileno preto de 50 µm de espessura. Foram estudadas quatro situações de manejo: canteiro sem cobertura plástica e sem irrigação; canteiro com cobertura plástica e sem irrigação; canteiro sem cobertura plástica e com irrigação; e canteiro com cobertura plástica e com irrigação. 

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Antes da colocação do plástico, toda a área foi irrigada, com lâmina de água suficiente para elevar a umidade do solo à capacidade máxima de retenção de água. Após a colocação do plástico, foram abertos orifícios no mesmo, seguindo a recomendação de espaçamento, para o plantio das manivas, na posição vertical. As extremidades inferiores das manivas foram enterradas a 3 cm de profundidade. Para facilitar a penetração da água no solo, foram, também, abertos orifícios no plástico entre as plantas. 

O procedimento para definir o momento e a quantidade de água a aplicar seguiu todas as recomendações técnicas de irrigação da mandioca. Mais informações sobre o sistema de irrigação da cultura estão disponíveis em: http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/167777/1/Cultivo-da-Mandioca-para-Regiao-do-Cerrado.pdf

Durante as duas safras, foram avaliados os seguintes aspectos: produtividade da parte aérea, produtividade de raízes, porcentagem de amido nas raízes e tempo para a cocção. 

Resultados

No estudo, não houve influência da presença de plantas daninhas na produtividade de raízes, uma vez que os tratamentos foram mantidos livres de tais plantas durante todo o ciclo da mandioca. No entanto, nos canteiros com cobertura plástica, não foi necessário o controle de invasoras durante todo o ciclo da cultura.

Houve diferenças significativas entre as médias das duas safras quanto à produtividade de raízes, indicando que apenas a média desse aspecto foi influenciada pelo fator safra (temperaturas, volume de chuvas etc.). A influência do fator safra sobre a produtividade de raízes é comum nas condições do Cerrado do Brasil Central, revelando a forte influência de fatores ambientais.

Porém, o fator safra não influenciou significativamente a média dos valores de produtividade de parte aérea, teor de amido nas raízes e tempo de cozimento das raízes. Uma provável explicação para a inexistência de variações no estudo pode ter por base a estabilidade do cultivar BRS 399 para esses aspectos, uma vez que trabalhos conduzidos na região do Cerrado vêm demonstrando a influência do fator safra sobre eles quando diferentes cultivares são avaliados concomitantemente. 

Já os diferentes manejos do estudo influenciaram significativamente a média da produtividade de raízes, a produtividade de parte aérea e o teor de amido nas raízes. Isso indica que esses aspectos no cultivar BRS 399 são influenciados pelo manejo da irrigação e da cobertura do solo. A irrigação e a cobertura do solo não influenciaram, contudo, o tempo para o cozimento, que em todos os manejos foi inferior a 30 minutos. 

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O tratamento que resultou na maior produtividade média (por safra) de parte aérea foi o com irrigação e cobertura plástica (26.774 kg/ha), média 197% superior à observada no tratamento sem irrigação e sem cobertura plástica; 90% superior à observada no tratamento sem irrigação e com cobertura plástica; e 47% superior à média do tratamento com irrigação e sem cobertura plástica. 

Incrementos significativos na parte aérea da mandioca de mesa devido à irrigação já haviam sido identificados por outros estudos. O aumento na produtividade da parte aérea é importante por estar relacionado ao fornecimento de manivas-sementes para novos plantios e a utilização das ramas e folhas como fonte de proteína na alimentação animal. 

Quanto às médias de produtividade de raízes, o tratamento com melhor desempenho foi novamente aquele com irrigação e cobertura plástica (35.625 kg/ha de média por safra), tendo sido 89% superior à observada no tratamento sem irrigação e sem cobertura plástica; 67% superior à observada no tratamento sem irrigação e com cobertura plástica; e 22% superior à média aferida no tratamento com irrigação e sem cobertura plástica. Por sua vez, o tratamento sem irrigação e com cobertura do solo propiciou ganho de 13% na produtividade de raízes em relação ao tratamento sem irrigação e sem cobertura de solo. 

Cenário diferente foi observado para a porcentagem de amido nas raízes, cuja média no tratamento com irrigação e com plástico foi inferior à observada nos demais tratamentos. Entretanto, no cultivo de mandioca de mesa, isso não é impeditivo para a adoção da tecnologia, uma vez que esse aspecto só seria importante no caso da utilização das raízes para produção de amido ou fécula e se prejudicasse o cozimento e, consequentemente, a qualidade culinária das raízes. 

O estudo demonstra, portanto, que a produtividade de raízes e o peso da parte aérea foram influenciados positivamente pelo manejo da irrigação e pela cobertura do solo, comprovando que ambas tecnologias, acessíveis ao produtor, podem contribuir para o incremento da produtividade da cultura da mandioca de mesa.

Para ler o artigo científico sobre o estudo, acesse: http://journal.unoeste.br/index.php/ca/article/download/3819/3154/17613

Fonte: Embrapa

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